
- Salazar. Quer dizer era Salazar no dia em que eu andava na Escola e viemos todas à inauguração com um fumo preto porque tinha morrido o Carmona nesse dia. Agora não sei, mas só pode ser 25 de Abril.
Não vou falar sobre debates sem interesse que mensalmente justificam horas inúteis de televisão. Um total vazio de ideias interessantes mas uma boa tribuna para a lavagem de roupa suja e ajustes de contas. Não me merece qualquer comentário a relação que existe na cabeça dos políticos entre apoio social, e a urgência de defender o estado dos aproveitadores de subsídios.
Pois é, hoje durante o dia a Ordem dos engenheiros, numa ímpar e democrática sessão de esclarecimento público, convidou vários conhecidos empresários e apoiantes do projecto nuclear para discutir o tema.
Na eventualidade de a Sonae conseguir mesmo concretizar a OPA sobre a PT (não, não vou falar sobre a OPA) e se vierem a verificar vários anos de prejuizo do grupo Sonae-PT em virtude dos valores envolvidos, é possível que este novo grupo não venha a ter obrigações durante muito tempo.
Brokeback Mountain é sobre o sonho que existe em todos nós da vida simples em contacto com a natureza, junto da pessoa que amamos. Mas como a maior parte dos sonhos de amor raramente as condicionantes da pressão social nos deixam seguir incondicionalmente as nossas paixões. A ideia que da precaridade das nossas actuais condições só nos conseguimos desenvolver com mais precaridade é um absurdo. Apenas revela a falta de seriedade dos responsáveis empresariais que estão agarrados ao consumo privado dos portugueses e que insistem em não aceitar que a previsibilidade a longo prazo permite as decisões de consumo adiadas. Aliás, o que serve aos empresários no que toca ao investimento, julgam já não se poder aplicar no caso dos trabalhadores.

Quando não existem jornalistas famosos a dizer mal do trabalho de outros jornalistas igualmente famosos, quando ninguém famoso anda a comer meninas famosas da linha de Cascais é sempre bom falarmos de nós próprios.