Via: O Jumento
quinta-feira, setembro 28, 2006
The Reason Why
Via: O Jumento
Casa cheia
A sorte de ser o 80º, calhou a um distinto visitante italiano da cidade de Chieri, na provincia de Piemonte, que veio ao Suburbano pesquisar comboios (podia lá ser outra coisa).
Mais concretamente o post Material Circulante, colocado em Outubro de 2005, na sequência de um concurso da CP para uma viagem no famoso Expresso do Oriente.
Não ficou muito tempo, mas o que conta é a intenção :)
Re: Inventar a justiça
Afinal os computadores eram dois. O juiz decidiu a destruição do disco rígido de um deles, quando na realidade, outro juiz decidiu que eles não poderiam ser abertos.
Então façamos um jogo, atira-se dois pc's ao ar. Aquele que cair no chão tem de ver o seu disco rígido destruído e o que ficou na secretária pode ser devolvido ao seu dono. O juiz espera ter tido a sorte de mandar destruir o computador certo, mas a sorte pode ser madrasta.
Ora, querem fazer-nos crer que se por acaso fosse moeda falsa e/ou droga ela não poderia igualmente ser devolvida ao seu anterior proprietário, mas não só este argumento se torna absurdo com a destruição de apenas um dos computadores como a posse e a utilização de computadores portáteis ainda não se tornou ilegal. Logo porque não podem ser restituídos os dois computadores tal como estão desde o dia em que os inspectores da Judite disseram: “levante essas mãos do teclado”?
Não há respostas, faz tudo parte do processo de reinvenção da justiça pelos próprios.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Coliseu de Elvas!!!!
Coliseu de Elvas??? Não se enganaram???Não conheço bem Elvas, mas a ultima vez que lá estive fiquei com a ligeira impressão que talvez fosse útil pensar noutras coisas antes de um coliseu...
Mas não parece ser essa a ideia do autarca que dará nome ao Coliseu (onde é que eu já vi isto?? ahhh foi em Marco de Canaveses, mas era um estádio).
Além disso vai haver uma inauguração pomposa. Parece que esta espécie de praça de touros/sala de espectáculos polivalente está destinada a um qualquer show traje de luces/bimbalhada do La Féria que desta vez se chama mesmo festa ibérica, vá lá alguém perceber porquê.
Se a ideia é viabilizar o sítio com imensas vacadas e espectáculos transfronteiriços dos nuestros hermanos ali de Badajoz, então é melhor esperarem sentados.
Só pode ter uma ideia absurda como essa quem nunca foi a Badajoz, nem para uns caramillos.
Badajoz é uma cidade, Elvas não passa de uma aldeia na comparação.
Dedos especiais

A blogoesfera é um natural reflexo da sociedade, onde nem sempre as ideias são brilhantes, e a inovação não é propriamente uma constante.
Por isso é sempre importante chamar a atenção para aqueles que se destacam pela originalidade e pela qualidade.
É o caso do Foram-se os anéis - Um sítio onde tudo é contado pelos dedos.
Os livros
"Os livros não deveriam ser editados com o nome do autor... Assim acabavam-se as vaidades e evitava-se que essa gente toda da televisão escrevesse esses resíduos sólidos que vendem muito."
António Lobo Antunes
segunda-feira, setembro 25, 2006
Os pipis lá da rua
Fonte: ABC.es - Este senhor ali do lado esquerdo é o Presidente de Portugal e mais à frente a sua esposa.Cavaco Silva iniciou hoje uma visita a Espanha ofuscada pelo dia do Guerreiro Basco e mais tarde pelo anúncio que vem mais um infante ou infanta (para desgosto dos mais tradicionalistas) a caminho.
Numa justaposição entre a visita de Sócrates ao Brasil e a de Cavaco a Espanha, a imprensa deste dois países que julgamos próximos e historicamente ligados, ignorou totalmente estas duas visitas.
Em Portugal falou-se muito sobre a comitiva imperial que se deslocou ao Brasil, como se fosse a ultima grande oportunidade de fortalecer as relações entre os dois países, mas o interesse relacionado com o escândalo permanente em que se tornaram as eleições brasileiras não permitiu que quase ninguém percebesse que Sócrates estava por lá apesar do jogging no calçadão, e acabou por voltar de mãos vazias.
Cavaco vai a Espanha e apesar da invulgar e desinteressante entrevista (invulgar porque nenhum jornal português teve ainda esse privilégio e desinteressante porque apenas confirma as frases feitas a que já nos habituou) ao El pais, e Cavaco teria passado completamente ao lado da informação espanhola, cujos principais jornais deram prioridade a outros assuntos.
Apesar disso, e hoje à noite o Prós e Contras será disso um exemplo, deste lado da fronteira continuamos a brincar ao suposto federalismo e a tentar ver-lhe vantagens e defeitos quando em Espanha isso não é sequer assunto no que toca a Portugal mas sim às diversas nacionalidades espanholas.
Espanha tem o relacionamento que quer com Portugal e com os restantes países da união. É respeitada internacionalmente e sofre um grande desenvolvimento económico em que Portugal e os outros também ajudam, e não tem interesse nenhum em saber se aos portugueses agrada ou não terem os espanhóis como vizinhos. Era o que mais faltava que fossem os espanhóis a dizer-nos como deviamos ser um todo nacional, mas parece que queremos urgentemente que eles resolvam esse nosso problema.
Nós continuamos a não compreender que estamos casados com a Europa e por acaso Espanha é nossa vizinha, mas também faz parte da Europa que resolvemos integrar. Ainda assim, continuamos, felizes, a reinventar o fado do papão espanhol a quem demos um valente pontapé no cú há uns séculos atrás.
É triste o estado a que chegámos por incúria dos nossos governantes. Ninguém lhes liga em Portugal e muito menos no estrangeiro. Não conseguimos estar à altura dos países onde supostamente as relações históricas nos poderiam ajudar, e tudo acaba por se resumir aos gadgets com software made in Portugal com o preço dos pipis nos restaurantes lá da travessa do Possolo, que o nosso presidente pode dar ao único espanhol que realmente se importa com Portugal, que é o rei Juan Carlos.
Espanha pode ser uma prioridade, mas não é compreensível que nos portemos em relação aos espanhóis de forma estupidamente complexada como o fazemos. Espanha pode ser uma porta aberta desde que a saibamos utilizar e não uma ameaça como alguns querem alimentar até porque se fosse uma ameaça, não haveria muito que pudéssemos fazer, pois não?
POLIS oblige
O papel principal
Bin Laden é mais um peão que um líder nesta história mal contada do terrorismo internacional, mas serve um determinado propósito. É importante que exista um rosto, uma face visível do terrorismo que nos permita a nós ocidentais sabermos com quem é que afinal estamos a lutar.
Para as nossas consciências colectivas e para a nossa comunicação social seria impossível acreditar numa luta em abstracto contra gente que apenas reconheceríamos no momento (nem sempre televisionado) em que se fazem rebentar em qualquer transporte ou local público.
Lutar contra um inimigo sem rosto é muitíssimo pior do que saber que Bin Laden está vivo e de boa saúde mesmo que o seu papel actual não seja tão relevante como no passado.
Para a administração Bush é fundamental que Bin Laden viva, e muito menos que morra de tifo. Se Bin laden tiver morrido de uma qualquer doença de terceiro mundo isso representa uma enorme derrota para a estratégia da guerra contra o terrorismo e todas as opiniões públicas ocidentais se irão questionar sobre a utilidade desta guerra quando afinal os atentados continuarem com o suposto líder morto.
Pertence a Bin Laden o papel principal nesta guerra e todos queremos que assim continue.
domingo, setembro 24, 2006
Reflexões de fim de semana sobre as pessoas
É legítimo. Afinal todos nós a cada momento da nossa vida somos ao mesmo tempo correspondência directa com o que fomos no passado.
É justo. Cada um de nós vê-se frequentemente na encruzilhada de saber o que é melhor para a sua vida.
É simples. Independentemente das circunstâncias que unem as pessoas a vida fá-las seguir caminhos diferentes.
E daí e talvez não...
sábado, setembro 23, 2006
O milagre da multiplicação das facturas
Foi milagre. Não há qualquer dúvida. Aliás tem tudo o que é necessário para mais tarde o Papa beatificar Souto Moura.
Ou seja, não há qualquer justificação científico-criminal que aparentemente possa explicar o aparecimento das facturas detalhadas no 24Horas, logo se é inexplicável é porque é milagre.
Não questionamos a justiça (aqui está o dogma), nem a certeza das suas decisões.
Van Krieken foi o vidente a quem foi revelada a verdade pela divina providência, que contra ventos e marés sofreu e aparentemente continua a transportar as chagas dos mártires até ao final do julgamento. Mas no final será também beatificado no altar do jornalismo livre.
O demónio que tenta a justiça são todos os outros jornalistas, mal intencionados que pretendem questionar o mistério da fé.
Esperamos que o próximo pastor seja pelo menos mais rápido...
sexta-feira, setembro 22, 2006
Bom fim de semana
Já estamos de fim de semana. Desta vez deve ser um pouco mais húmido do que estamos habituados até porque com os calores deste verão já nos fizeram esquecer que havia de chegar a chuva. E chegou, mesmo no dia em que o Outono começou.
Como sugestão para este fim de semana temos a PETfil para quem gosta de animais.
Divirtam-se.
Avó
Mas como o texto acabaria por ser mais doloroso para mim, do que interesse teria para os restantes, resolvi não o fazer.
Prefiro dizer apenas que embora tenhas partido há seis anos, não há um único dia em que não me recorde de ti.
Fazes-me muita falta.
quinta-feira, setembro 21, 2006
A minha sentida Homenagem ao Blogger
Neste dia em que subitamente a morte se abateu sobre o sistema que permitia "postar" fotografias neste e noutros blogs, gostaria de expressar a minha sentida homenagem utilizando o sistema de postagem por e-mail da Flickr.com (a Yahoo! company), que aparentemente consegue saltar por cima das dificuldades do Blogger.
Momento pró-americano do dia
Conspiro que me farto
Esta sim é a verdadeira teoria de conspiração, preparemo-nos todos para a chegada dos homenzinhos verdes com antenas e trombas em vez de bocas.quarta-feira, setembro 20, 2006
Entretanto na Rua da Escola Politécnica
Como sempre, e por questões de cortesia e justa expectativa, as pessoas nomeadas têm sempre um passado brilhante, um perfil isento e os melhores valores que um homem pode alcançar.Souto Moura deve ter recebido as mesmas felicitações dos mesmos que agora elogiam Fernando Pinto Monteiro.
O problema está em que o ainda PGR interpretou o seu papel de uma forma mais interventora e não percebeu que os serviços que tutelava não tinham a flexibilidade e a rapidez exigida a uma criminalidade cada vez mais complexa, e muitas vezes acabou por ficar sem argumentos e sem razões que acompanhassem os seus entusiasmos iniciais.
De Pinto Monteiro espera-se muito. Provavelmente muito mais do que o próprio poderá alguma vez alcançar. O seu principal papel será na reorganização da casa e provavelmente a visibilidade do cargo não será a mesma. Mas essa é uma tarefa para a qual o poder político tem de estar disponível pois os procuradores gerais não fazem milagres.
O miolo europeu
Já quase ninguém se lembra do Líbano, mas esse foi o ultimo exemplo (aliás falhado, com uma ajuda considerável da França), em que a União tentou demonstrar que se trata de um verdadeiro projecto sólido mantendo uma posição coesa nas responsabilidades de uma força para o sul do Líbano. Não fossem as dificuldades em organizar essa força e até pareceria que éramos muito coesos e éramos um verdadeiro bloco a ter em conta.
O problema é que um projecto como o Europeu não pode viver de aparências e principalmente não pode viver refém dos interesses flutuantes das maiorias eleitorais dos países mais ricos.
Isso não vai ajudar à construção de uma base económica forte, comum a todos, não vai permitir afirmar que a Europa é um espaço de liberdade e de valores, e não vai deixar que sejamos um exemplo a seguir pela restante comunidade internacional.
O caso da Hungria está ai para o comprovar. Pela primeira vez um país que alegadamente conseguiu ultrapassar os rigorosíssimos critérios de adesão à União, vê-se envolvido em manifestações violentas nas suas ruas pela demissão de um governo alegadamente mentiroso.
A comissão Europeia e a generalidade dos deputados devem estar perplexos, mas a verdade é que não foi possível evitar os acontecimentos em Budapeste e ninguém sabe o que é que estiveram a fazer até aqui as agências europeias responsáveis pelo processo de integração. Não houve até agora qualquer iniciativa europeia ou comunicado para esclarecer o que realmente se passou e de que forma as autoridades húngaras podem ser ajudadas a ultrapassar as dificuldades em que o país se encontra. Não há reacção e para um país com apenas dois anos de adesão, estar nesta situação é capaz de não ser bom para o papel que a União espera desempenhar.
São estas falhas que não irão permitir que sejamos um exemplo para ninguém.


