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segunda-feira, novembro 24, 2008

Toque de fininho

Cavaco acusou o toque que ao de leve lhe tem vindo a ser dado por alguma comunicação social. Muito ao de leve, que neste país ninguém parece estar disposto a imaginar mácula em Belém.
Ainda assim, Cavaco resolveu e bem, pôr fim à conversa.
Embora no caso do Governo não haja a mesma sensibilidade, sendo por vezes noticiadas desbragadamente as mais varaidas alarvidades, talvez fosse útil a Sócrates aprender alguma coisa com Cavaco e em vez de deixar arrastar conversas que ganham vida própria na internet ou nos jornais, pôr-lhe um ponto final de forma lacónica, o que a bem dizer não esclarece nada para Sócrates, como para Cavaco.


domingo, novembro 16, 2008

O papel dos jornalistas


Às vezes sentimo-nos pressionado a ter em conta que se demos 4 minutos ao candidato A, temos de dar 4 minutos ao candidato B. Depois o candidato A diz que está a chover e o candidato B diz que faz sol e limitamo-nos a passar essa mensagem.
O papel dos jornalistas deveria ser, olhar pela janela e confirmar que está sol e dizer que um dos candidatos está errado.


Campbell Brown (No Bias. No Bull in CNN) @ Daily Show with Jon Stewart

sábado, novembro 08, 2008

Business as usual

Ricardo Araújo Pereira no Governo Sombra da TSF.

Antes das eleições a esquerda defendia Obama por ser o candidato anti-sistema, e desdenhava de McCain, que a direita defendia por partilhar os mesmo valores conta a perigosa incógnita de Obama.

Agora Obama passou a ser o líder dos imperialistas para a esquerda e respeitado como merece o Presidente dos EUA, pela direita.

Não está entre aspas uma vez que não foram exactamente estas as palavras. Mas é esta a ideia.

terça-feira, outubro 09, 2007

A PIDE em nós

É sempre bom gritar umas alarvidades e dizer aqui d'el rei que vem aí a PIDE. Mas as verdadeira análise dos acontecimentos fica sempre por fazer... Por alguma razão será...
Por exemplo: todos os jornais e telejornais falaram nos documentos que a polícia terá levado da sede do sindicato. Mas o sindicato teve a amabilidade de esclarecer algum jornalista sobre que documentos eram esses? E se teve porque razão a comunicação social não revelou o carácter destes documentos optando por os classificar como "os documentos"? São documentos internos do sindicato ou serão simples panfletos? O sindicato alguma vez referiu que a polícia levou documentos (os tais não identificados) contra a vontade dos sindicalistas? Então porque razão o secretismo sobre o teor dos documentos?
Mais questões interessantes... O PCP mostrou desagrado por não saber a hora da visita à Covilhã e terá sido informado da hora pelo gabinete do primeiro-ministro. O PCP fez-se representar nesta iniciativa? Se não se fez representar porquê a insistência sobre as horas da chegada do primeiro-ministro? Ainda que a hora tenha sido fornecida, a democracia está em risco quando um partido da oposição (o terceiro ou quarto mais votado) desconhece a hora exacta de uma iniciativa no âmbito da Presidência da União Europeia, anunciada há várias semanas? Podemos imaginar que o PCP respeita um princípio de reciprocidade, informando os restantes partidos e o governo das suas iniciativas?
Aparentemente estiveram pouco mais de 100 pessoas no protesto da Covilhã. Não estiveram mais porque ficaram intimidadas? A recolha de documentos não identificados intimida pessoas não identificadas? E a recolha de documentos identificados continuaria a intimidar? Talvez não, porque na realidade não estamos a falar de documentos, afinal estamos mesmo a falar de panfletos, daqueles que o sindicato distribui na rua, mas que subitamente ganham mais peso se lhes podermos chamar “documentos”.
Mais... Os sindicatos reconhecem como legítima a necessidade de organizar a segurança de uma visita do primeiro-ministro e de vários outros elementos do governo e da união europeia? Se sim, estão dispostos a colaborar com a polícia, ou antes pelo contrário qualquer colaboração com a polícia não será mais que isso mesmo - colaboracionismo?
Na sociedade preconizada pelos sindicatos há polícia? Ela é necessária? É? E para quê? Se a policia é necessária nessa sociedade os sindicatos contemplam a possibilidade de colaborar com essa polícia? Se sim, porque não o fazem já uma vez que preconizam objectivos de uma sociedade diferente e uma vez que esta polícia parece não querer a colaboração dos sindicatos?
E muitas mais perguntas se poderiam por aqui colocar.
Não é meu objectivo defender e ou justificar o que eventualmente se passou na Covilhã, mas sim chamar a atenção para o consecutivo tratamento tendencioso de que são alvo estas noticias e que como se pode ver podem ser tratadas de forma tendenciosa independentemente do lado de quem as observa. E no meio dos disparates que se disparam é difícil perceber onde está mesmo a realidade ou sequer se há um real interesse em perceber onde está a verdade.
A PIDE não voltou, antes pelo contrário foi ficando e instalando-se um pouco em todas as nossas cabeças. Todos criámos uma pidesca tendência de vigiarmos os outros e de os acharmos eternamente pouco confiáveis.
As teorias de conspiração estão ao alcance de todos, e compete-nos fazer precisamente a distinção entre o que é real e o que é simplesmente gritado aos megafones da televisão como excelente plateia para reivindicações anacrónicas.
É-me totalmente indiferente a opinião que o PCP e os sindicatos têm sobre este governo e o seu suposto totalitarismo. Porque do meu ponto de vista, sim, talvez seja exclusivamente meu (mas não creio) este governo não pode ser acusado de totalitarismo, para mais porque muitas das suas medidas levam a uma maior justiça social, que apenas pode levar a uma maior e melhor democracia. Mas lá está, esta é apenas a minha opinião.
Mas aprendamos todos a reconhecer a diferença e a aceitar as diferentes opiniões. Saibamos distingui-las sem recurso a palavras de ordem ou chavões porque estes não contribuem para o esclarecimento necessário. Antes contribuem para um ambiente de constante clivagem entre não se sabe muito bem quem.
Enquanto andamos divertidos a brincar ao partidos que totalitarizam ou não, os verdadeiros filhos dos PIDEs lançam-nos ameaças pela Internet e esses não tiveram direito a qualquer escrutínio superior a 2 ou 3 minutos, mas sem nos apercebermos vão crescendo, crescendo e quando menos se esperar acabaremos por ser mordidos.
Nessa altura poderemos todos espantar perante a nossa total ignorância.

quarta-feira, setembro 26, 2007

É do sangue marialva...

Santana Lopes acaba de ter a sua melhor atitude de sempre. Devido à totalmente injustificada interrupção da sua entrevista para mostrar parte de um carro, onde aparentemente circula um treinador de futebol que chegou à portela de avião particular, Santana questionou a jornalista se a interrupção se justificava e afirmou que o país está doido.
Perante a justificação por critérios editoriais resolveu invocar ou seus próprios critérios para não continuar com a entrevista.
Esteve bem, realmente nada justifica que se interrompa uma entrevista porque alguns obscuros critérios editoriais obrigam-nos a ver uma simples partida de uma suposta estrela, no seu carro, rodeado de jornalistas.
O único problema é que Santana gosta demais da televisão para lhe fazer isto...

quinta-feira, agosto 16, 2007

São radares, Senhor

Ainda continuamos a passar os dias a apreciar as maravilhas da tecnologia moderna. Mesmo que essa tecnologia seja banal ou até comum em muitas zonas do país.
Nos últimos meses temos passado o tempo a contemplar os extraordinários resultados dos radares de Lisboa, como se não houvesse radares em mais parte nenhuma do mundo.
Não só reforça o egocentrismo da Capital, até porque a circunvalação já tem radares há mais tempo, como nos diverte esta espécie de luta da nossa tradicional selvajaria na estrada contra o controlo opressor do mundo civilizado.
Eles estão lá como que a pedir para serem ignorados, pois só dessa forma é que se podem continuar a alimentar folhas e folhas de jornais e peças e mais peças de reportagem nos canais de televisões.

sexta-feira, agosto 10, 2007

No fundo

Já por vezes se falou por aqui da comunicação social. Muitas vezes se fala da comunicação social em Portugal, porque não são poucas as vezes em que esta se torna o sujeito da notícia, ou porque manipula e interpreta abusivamente as notícias.
Mas agora batemos no fundo. Na altura em que a imprensa inglesa, a qual haverá poucos adjectivos que a classifiquem de forma positiva, acusa a nossa imprensa de sencionalismo à laia de tablóide, então ou o mundo está ao contrário ou temos mesmo uma comunicação social mesmo muito má.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Vacas Sagradas

Existe uma luta permanente dentro de nós entre a consciência da nossa mortalidade e a grandeza do nosso espírito. Todos, mas todos sem excepção, almejamos a algo mais do que temos. É uma característica da humanidade que aos poucos nos tem empurrado para mais longe, muito embora nem sempre nas melhores direcções.
Depois há os que de entre nós se destacam nas mais variadas profissões e artes. Pessoas de uma maior sensibilidade, mas principalmente de uma visão que não está disponível para todos.
Aqui em Portugal temos alguns, mas como a nossa maior virtude é o chico-espertismo, temos tendência a ignorá-los ou até a maltratá-los, olhando-os de lado porque se pretendem destacar num país que condena todos aqueles que querem levantar a cabeça.
Tudo isto até ao momento em que alguém se torna providencial ou é reconhecido no estrangeiro com um prémio. Nessa altura tudo é diferente e essa pessoa até aí quase desprezada, atinge o nível de vaca sagrada. E há muitas neste país.
Mas o problema das vacas sagradas não são os próprios, mas sim a legião de acólitos que ao seu mais leve gesto, ocorrem a discorrer verborreia vária, contra os detractores do mestre.
É o caso de Saramago. Eu leio-o e apesar de alguns amigos acharem que me dedico demasiado ao Nobel, já o lia antes de ele o ganhar e não se tornou uma referência maior na minha vida por ter ganho o Nobel. Que bom para ele que o ganhou e que bom para a língua portuguesa onde nenhum escritor antes tinha ganho este prestigiado prémio. Nem sequer é o meu escritor português favorito, mas não haja dúvida que é importante.
Agora, daí a considerar-se imediatamente como verdade absoluta tudo o que senhor diz, não me parece que seja útil a um país que se quer inteligente.
A violência da defesa das palavras de Saramago, como na semana passada no DN, por Ferreira Fernandes, só tem paralelo na violência das acusações.
A ideia peregrina de que Portugal e Espanha se devem unir em torno de um projecto ibérico não só é disparatada, como carece de qualquer fundamentação. Não é porque um homem que geralmente vê mais além do que o comum dos mortais sonha, que esse sonho se torna uma inevitabilidade. Até porque este homem já sonhou outros mundos e outras uniões, com as quais grande parte dos portugueses não se identifica. Muitos dos jornalistas do DN no PREC, lembrar-se-ão da direcção de Saramago, para um mundo novo.
Não é um sacrilégio sonhar-se nem, nem assim tão essencial criticar-se. O que é essencial é o exercício da livre opinião que nos opõe uns aos outros como homens livres. E nessa medida eu não concordo com o Saramago e posso discutir com ele porque não concordo. Ainda assim não me parece que isso deva ofendê-lo ou a toda a legião de seguidores que serve o Nobel.

segunda-feira, maio 14, 2007

Poor Albion

O estado de direito está em risco no país que é o mais antigo aliado de Portugal e por isso impõe-se que intervenhamos para os ajudar. Pelo menos é o que me parece das afirmações e pressão protagonizada por esta comunicação social sequiosa de sangue, mascarada sob uma pretensa preocupação humanista.

Ainda há meia hora a Sky News, que nos últimos 11 dias dedicou 95% dos seus noticiários ao desaparecimento de Madeleine McCann, com aquilo que já poderão ser milhares de horas em directo desde a Praia da Luz, questionava afinal que tipo de buscas é que a policia portuguesa andou a fazer, se a solução podia estar a 100 metros do “resort” onde a criança tinha sido raptada. Citando em português literal: “A GNR disse que tinha revistado 500 apartamentos. Só foram lá bater à porta ou viraram os apartamentos ao contrário”.

A Sky e os seus jornalistas desconhecem totalmente o instrumento mandado de busca num estado de direito democrático? Ou apenas acham que ele não se aplica em parte nenhuma do mundo, desde que britânicos estejam envolvidos? É preocupante para a solidez das instituições britânicas, que são um dos mais extraordinários e antigos exemplos do estado de direito, se por acaso por lá as coisas se passarem da forma como estes jornalistas pretendem.

Afinal um mandado de busca é algo que se pede a um juiz (um juiz, acho que em inglês é “Judge” e deve fazer mais ou menos a mesma coisa), perante fortes suspeitas da prática de um crime. O que naturalmente não poderia ocorrer em 500 apartamentos diferentes.

Estes jornalistas teriam preferido que se virassem os apartamentos ao contrário, porque a orgia de destruição é sempre um bom momento de televisão. Mas isso não serve a ninguém. Nem aos espectadores, nem à investigação e muito menos à segurança de quem se encontra desaparecido.

O mundo é inevitavelmente injusto. E onde estão os meios e o dinheiro está a o poder. Ninguém sabe o nome nem conhece a cara de dezenas de crianças que sofrem em zonas de conflito ou em fábricas onde desde tenra idade trabalham para sustentar alguns dos nossos luxos. Mas Madeleine McCann teve a venturosa sorte de nascer bem, Esperamos todos que acabe por ser encontrada sã e salva do meio de toda esta confusão.

quinta-feira, maio 03, 2007

Outros predadores

"Esta semana (a semana passada) foi manchete de jornal (no Semanário): "Tréguas a José Sócrates só vão abrandar durante a presidência da União Europeia". Isto é, as agendas mediáticas estão milimetricamente concebidas e preparadas para ataques sucessivos ao primeiro-ministro até às próximas eleições. É natural, visto que a calendarização jornalística obedece sempre, mas mesmo sempre, aos mais altos desígnios nacionais e aos verdadeiros problemas dos portugueses. Convém igualmente desgastar Sócrates ao máximo antes da presidência portuguesa da UE, não vá ele sair prestigiado. Durante a dita, já é diferente: torna-se indispensável salvar as aparências em frente de estrangeiros, não escarrar para o chão, não limpar a orelha com o dedo mindinho, não atirar beatas pela janela do carro, não dizer palavrões em público. Nem atacar o primeiro-ministro. Sendo assim, não vamos passar por vergonhas, podemos ficar descansados. É lindo, não é?"

Predadores

Hoje festeja-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A RSF (Repórteres sem fronteiras) divulga uma lista de todos os que para a organização ameaçam a liberdade de imprensa um pouco por todo o mundo e que além disso perseguem jornalistas, os prendem por delito de opinião e muitas vezes participam no seu assassinato.


O diagnóstico está longe de ser positivo. O relatório pode ser consultado aqui e podem ser verificados os argumentos caso a caso de cada um dos responsáveis identificados.
Embora possa parecer estranho para alguns, e ao contrário do clima que alguns pretendem incutir à opinião pública deste país, Sócrates não faz parte da lista.



quarta-feira, abril 18, 2007

"Uma questão de princípio"

Quebrando o processo de pesquisa para a minha rubrica dedicada ao 25 de Abril pela Internet, reproduzo aqui um post de Junho de 2006 porque o momento impõe e se para nada de melhor servir, pelo menos representa a minha opinião.

A democracia está permanentemente ameaçada pela arrogância daqueles que a imaginam eterna e por aqueles que se aproveitam dela para veicular ideias que na sua génese visam a sua destruição.
Mas a democracia é um conjunto de valores constitucionais à volta dos quais uma sociedade se organiza social e politicamente. Dessa forma é perfeitamente compreensível que uma sociedade não aceite, ou não tenha querido aceitar no momento da sua constituição, o princípio (ainda que democrático) de permitir ideologias que ameacem a continuação dessa mesma sociedade, tal como o fazem todas as ditaduras.
É um princípio de sobrevivência das sociedades democráticas contra aqueles que as pretendem destruir por oposição às sociedades ditatoriais onde estes mecanismos não servem para proteger a sociedade, mas sim o poder.
Não permitir formas de implosão auto-infligida não torna uma sociedade mais fraca. Apenas evita que ela possa ser destruída pelo interior com recurso aos instrumentos legais que as distinguem das ditaduras.

quinta-feira, abril 05, 2007

Vale o que vale

Sócrates vai falar sobre a sua biografia. Vai ser um interessante momento televisivo quando na próxima semana o primeiro-ministro, o primeiro primeiro-ministro da democracia a ter de explicar qual o seu percurso académico, falar ao país, mas é urgente que o faça.
Sócrates terá concluído a primária, o unificado e o secundário. Terá concluído um bacharelato, terá concluído uma especialização e tirado um MBA no aclamado ISCTE, mas restam dúvidas sobre 5 cadeiras que lhe permitiam concluir a licenciatura.
Não podemos dissociar este interesse quase mórbido sobre a licenciatura do homem, do caos que está instalado na Universidade Independente e da habitual chicana política quando não existe nada de concreto para se discutir.
Ainda assim, Sócrates tem mesmo de falar. Não pode evitar, porque neste país nada pode deixar de ser explicado sob pena de às pessoas ficar irremediavelmente, e para o resto da vida, agarrado um estigma qualquer, que condiciona e insulta.
Faz bem em separar a questão da Independente do seu próprio curso superior para não alimentar a confusão, mas não nos enganemos sobre o que viermos a ouvir. Sócrates não tinha de ter um curso superior. Até podia ser operário e ainda assim ser primeiro-ministro. A questão não é saber se Sócrates foi um bom aluno, mas saber se Sócrates tem ou não uma licenciatura que aparentemente faz parte da sua biografia oficial e o assunto deve morrer no dia em que se confirmar que de facto ela existe.
Extrapolações políticas sobre os valores atingidos, juízos de valor sobre a qualidade das licenciaturas da Independente, a assiduidade, o carácter ou empenho do aluno, não fazem qualquer sentido após esse momento.
Sócrates não é especial e terá sido um aluno como os outros, que tiram uma licenciatura como podem, fazendo os possíveis para chegar ao 10, e isso não os torna nem melhores, nem piores pessoas e muito menos maus profissionais.
Uma licenciatura vale o que vale, e muitas vezes vale muito pouco.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

The usual

Já estamos habituados. A invariável violação do segredo de justiça, que já deveria ser contemplada na lei como obrigatória (tal é a regularidade), por oposição à excepcionalidade que uma violação da lei deveria ter, volta a ser notícia.
E sempre pelas piores razões. Ou melhor, pelas mesmas de sempre.
Quem acaba por ser constituído arguido é sempre o jornalista e o jornal, ou site que publicou os dados, tentando-se sempre passar a ideia que são os jornalistas, esses demónios, os grandes responsáveis pela violação do segredo de justiça.
No entanto fica sempre por esclarecer a forma como vão parar aos jornais os documentos, afastada que está a improvável teoria de os jornalistas se esconderem na procuradoria durante a noite.