sábado, agosto 19, 2006
Facts of life
sexta-feira, agosto 18, 2006
Oportunidade perdida
Nunca percebi muito bem a tendência desculpabilizante que este país tem em relação a Marcelo Caetano, protagonizada pela sua filha Ana Maria Caetano, a quem ciclicamente é dado tempo de antena para que possa explanar sobre o carácter afectuoso, familiar, honesto, quase santo de seu pai.É uma coisa estranha que não acontece por exemplo em relação a Salazar e provavelmente deixará perplexa a minha geração, que nasceu em liberdade, tanto quanto me deixa a mim.
É como se o homem não tivesse tido tempo para cumprir os audaciosos planos que tinha para levar Portugal no caminho da democracia e do desenvolvimento, mas que outros numa intentona militar irreflectida, cortaram o rumo.
Marcelo não esteve no governo de Portugal durante dois ou três meses, esteve no poder vários anos e teve a oportunidade de capitalizar da esperança popular que os portugueses lhe depositaram naquilo que veio a chamar-se “a primavera marcelista”. No entanto caminhou sempre no sentido do endurecimento das posições portuguesas sobre o ultramar, permitiu a continuação das farsas eleitorais, recusou um estatuto para uma imprensa verdadeiramente livre perdendo a oportunidade de o aceitar quando ele emana da própria assembleia nacional e endureceu a repressão contra estudantes e organizações laborais apesar da alteração de nome da polícia política.
Não é este o caminho de um democrata que sonha e almeja um país melhor para os seus cidadãos.
Houve oportunidade, e ainda que os ultras do regime estivessem sempre particularmente activos aqui e nas colónias, um homem de princípios e de coragem tinha a obrigação moral de os enfrentar, ainda que isso pudesse significar riscos para a manutenção do cargo que anos antes um povo esperançado o tinha visto assumir.
Foi pena não ter sido possível fazer as coisas de outra forma e até faria algum sentido esta tendência desculpabilizante se por acaso a revolução tivesse resultado num horrível banho de sangue, mas isso felizmente não aconteceu.
Os homens são reconhecidos pelas acções que praticam e Marcelo Caetano não esteve a altura do desafio que tinha a sua frente.
quinta-feira, agosto 17, 2006
Nova vizinhança

E de repente quando já estávamos convencidos que não havia nada de especial neste sistema solar, que não tínhamos vizinhos, pelo menos vizinhos que pudéssemos convidar para jantar, e mudam-nos tudo o que aprendemos na primária.
Querem tirar-nos Plutão despromovendo-o a um qualquer rochedo e promover outros três calhaus (Ceres, Caronte, Xena) a planeta.
Ainda por cima um com nome de sumo espanhol, um metido a auto da barca do inferno e outro com nome de princesa guerreira quase certamente lésbica.
terça-feira, agosto 15, 2006
The Most Merciful

Num site bem organizado, com um template muito jeitoso (juro aquilo parece mesmo rendas de bilros) o Sr. Ahmadinejad apresenta as suas ideias sobre a (re)organização do médio oriente, ou sobre como libertar esses povos oprimidos do Conneticut ou do Minesotta, tornando todo continente norte-americano numa espécie de Europa, tudo bem retalhadinho.
Na realidade o que o Sr. Ahmadinejad pretende é que os governos ocidentais deixem de ter esse hábito de o tratar como um saloio, até porque ele já tem um blog…
Passa a outro e não ao mesmo
Esta forma rebuscada de tentar conhecer um pouco melhor as pessoas que estão por detrás da escrita que com maior ou menor assiduidade vai aparecendo na blogoesfera, vai sazonalmente, fazendo sucesso.
Parece um pouco aquele tipo de questionários que as miúdas faziam na escola e que passavam aos colegas, em papel com os póneis da barbie ainda a cheirar às borrachas coloridas com que freneticamente tinham apagado aquilo que afinal não queriam dar a conhecer.
Actualmente tenho dois desafios pendentes. Um do Guronsan e outro do David, que a seu tempo espero responder.
segunda-feira, agosto 14, 2006
De volta
domingo, agosto 13, 2006
Ele fala
Afinal cavaco tem estado no Algarve. Isso explica porque ninguém o vê desde que apanhou o Alfa há mais de um mês.
Mas também temos de ser honestos, não se passou nada de interessante ou importante em Portugal ou no mundo. Parece que há uma guerra numa zona qualquer distante de Portugal, onde há sempre uma qualquer guerra. Logo é um assunto demasiado desinteressante e banal para se comentar.
Houve tentativas de atentados mais próximo mas isso também já é habitual e nem sequer nos diz respeito.
Ainda mais próximo o país parece estar a arder, mas isso então já é rotina e todos os anos são iguais.
Sem dúvida o Joaquin Cortés tem argumentos mais fortes e só os jornalistas é que não percebem isso e como tal insistiram em sacar uma declaração a ferros.
Mas que grande surpresa que está a ser esta presidência... Se pelo menos todos os problemas financeiros do país já estivessem resolvidos.
Não se incomode o nosso presidente, esta a ser excelente ouvir a música que nos tem dado.
E pronto. Está encerrado o estado de graça que Cavaco teve neste blog desde dia 9 de Março. Os mais atentos irão reparar que não escrevi uma palavra sobre o senhor... E a bem dizer contínuo sem ter nada para dizer...
quinta-feira, agosto 10, 2006
Major Disruption
Sempre a lembrar-nos que o nosso estilo de vida está em risco. O lamentável é que parece que estamos a ficar habituados...
quarta-feira, agosto 09, 2006
Fim de semana fora por menos de 300€
É um assunto que me agrada e fazer umas pesquisas para conseguir os melhores preços é sempre um desafio interessante. Claro que estas coisas não servem para aqueles que como eu já fazem estas pesquisas. No entanto anda sempre por aí muita gente distraída e ocupada a quem pode dar jeito.
Com recurso à Internet e aos seus motores de buscas vou passar a sugerir aqui viagens para fins-de-semana prolongados com custo igual ou inferior a 300€/pax, ideal para viajante não muito exigentes e pelintras como eu, de acordo com os seguintes pressupostos:
Avião ida e volta (ou outro transporte caso aplicável);
Três noites em quarto duplo;
Pequeno-almoço;
O mais perto do centro possível.
A primeira sugestão vai para Madrid, porque a cidade é fantástica e fica perto, embora seja demasiado quente nesta altura do ano. Tem uma grande vida cultural mas também são muitos os locais de descontracção. Para quem se quer divertir é uma cidade essencial.
Datas: 17 a 20 de Agosto
Voo Vueling
17 Agosto
Partida: Aeroporto Portela às 15:35
Chegada a Barajas – Madrid às 17:50
20 Agosto
Partida: Barajas – Madrid às 14:40
Chegada: Aeroporto Portela às 14:50
Preço 139.44€ por pessoa já com taxas.
Estadia: Quarto Duplo com pequeno-almoço no Hostal Persal (Plaza del Angel, 12 / 28012 madrid) a 100m da Puerta del Sol
Preço: 88.5€ por pessoa
Total da viagem por pessoa: 227.94€
Boas viagens
(aceitam-se sugestões de novos destinos)
segunda-feira, agosto 07, 2006
Objectividade e a imparcialidade de alguns

Este blog está lentamente a ser dominado pelo conflito no médio oriente, mas há nada que eu possa fazer. De qualquer forma vou tentando dividir as questões por aqui e pelo Dolo, onde ainda não escrevi nada sobre este assunto.
Temos assistido a um controlo da informação em ambiente de guerra desde a primeira guerra do golfo, e desde essa altura que os jornalistas são ao mesmo tempo testemunhas e peças essenciais do esforço de guerra.
É a guerra de informação e o interesse de ambos os lados da barricada em influenciar as opiniões públicas uns dos outros, a favor ou contra, à custa dos cadáveres das vítimas, tornou-se comum.
E depois existem todo um sem número de comentadores que ao sabor das suas convicções pessoais analisam e escrutinam o trabalho dos jornalistas e os aplaudem ou então os crucificam.
Uma coisa é certa, nunca têm a objectividade que exigem aos jornalistas que analisam.
Márcia Rodrigues (na foto) e não pela condição de ser minha familiar afastada (sim é verdade, mas eu nem conheço pessoalmente), pelo que me é dado ver está a fazer um excelente trabalho, dentro das condições possíveis durante um conflito com estas características.
Márcia está a fazer a cobertura da ofensiva israelita, com base na cidade de Haifa, e no meu entender tem demonstrado a isenção e independência a que um jornalista está obrigado.
Pode ser uma nuance, mas Márcia Rodrigues ainda não entrou no Líbano porque para isso a RTP tem correspondentes do outro lado da fronteira como até há uns dias o José Rodrigues dos Santos, que se colocou em situações particularmente dificeis nas àreas controladas pelo Hezbollah e sobrevoadas pela aviação israelita.
Acusar esta jornalista de ser porta-voz do exército israelita, de estar a ser paga divulgar os filmes de propaganda Israelita entre outros mimos, apenas revela uma total cegueira e autismo em relação ao trabalho que a jornalista tem vindo a fazer.
Tenho assistido às suas intervenções em directo de Haifa quase todos os dias e não consigo compreender como é que alguém que faz o jogo dos israelitas relata diariamente as dificuldades do avanço das suas tropas, revelando a fortíssima resistência que o Hezbollah está a oferecer.
Inclusivamente, Márcia Rodrigues já disse que "o disparo incessante de artilharia pesada para território libanês apenas pode significar falta de eficácia em atingir alvos do outro lado da fronteira". Não me parece que este tipo de observações revelem parcialidade.
A guerra da informação pode ser feita por aqueles que têm interesse em manipulá-la, mas não deve ser feita por outros que com base na falta de objectividade das suas opiniões pretende confundir a opinião pública.
Palavras... Leva-as o vento...
A ONU que cada vez mais se assemelha à extinta Sociedade das Nações, revela que tudo se decide sem qualquer base de legitimidade legal, mas sim ao sabor dos acordos tácitos entre países de acordo com os seus interesses políticos e muitas vezes económicos.
É o caso da necessidade ou não de um cessar-fogo no conflito que opõe Israel ao Hezbollah, uma vez que apesar de bombardeado o Líbano não está em guerra.
Todos se dividem num matagal de palavras com segundos sentidos, para não criticarem abertamente Israel que combate, (aparentemente de forma legitima na versão americana) uma milícia que chama de terrorista.
Americanos, com a política que conhecemos e Franceses, tradicionalmente pró-árabes decidiram (sim, decidiram sozinhos) um acordo de cessar-fogo para o conflito e esperam que os israelitas (que fazem sempre uma interpretação muito lata das resoluções da ONU) e o Líbano aceitem... Mas espera lá, o Líbano não era aquele que apesar de bombardeado não faz mesmo parte desta guerra?
Pois é, como é que alguém pode considerar que uma proposta de cessar fogo pode ser "contratada" entre um dos lados do conflito que têm vindo a bombardear um país estrangeiro que na prática invadiu e um lado que é vitima dos mais bárbaros bombardeamentos apesar de não ter, até ao momento, disparado um único tiro?
Mais, como é que é possível que esse lado aceite um cessar-fogo que assente numa lógica de ocupação do seu território por uma força estrangeira invasora, que substitua a milícia extremista que já domina esse mesmo território onde não se faz sentir qualquer autoridade do estado?
É um disparate pensar que a solução do conflito pode passar por forçar um cessar-fogo sem que nele participe um dos intervenientes só porque o outro interveniente e os sofisticados e avançados estados democráticos ocidentais não considerem a possibilidade de negociar com terroristas.
Sem querer fazer juízos de valor recordo aqui as palavras de George Galloway (polémico parlamentar britânico) que ontem dizia que "o terrorismo é uma questão de ponto de vista. Um terrorista para uns é um combatente da liberdade para outros."
sábado, agosto 05, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
Já estou no fim de semana
quinta-feira, agosto 03, 2006
Olha a ganza fresquinha!!
Pensarão os meus amigos: Mas que raio faz esta senhora tão catita, numa auto-caravana tão jeitosa nesta foto aqui ao lado? Se calhar vai para o Algarve.... Mas não.Ontem recebemos a confirmação de toda uma nova utilização para as auto-caravanas.
Um prestável português preparava-se para passar o tempo em que todos nós gozamos as nossas merecidas férias, a trabalhar arduamente correndo o país de lés-a-lés, qual caixeiro-viajante a oferecer os seus préstimos um pouco por todo o lado.
Na sua auto-caravana abria o tejadilho e uma pequena estufa alimentava de sol as pequenas e frágeis plantas de cannabis que depois de transformadas e acompanhadas daqueles cogumelos mágicos, vendia aos sequiosos jovens das raves que abundam nesta altura do ano.
A PJ não compreendeu o alcance do serviço social e do esforço deste português e atirou-o para os calabouços em prisão preventiva.
Que tristes que vão ser as raves e os festivais de verão.
O tempo certo
Talvez a nossa relação devesse ter parado aos 20 e poucos. Há uma época para tudo. A sociedade moderna está disponível para conviver com a fragilidade das relações amorosas, mas compreende pior que alguém já não possa ver um amigo à frente. Na quarta-feira, eu tinha que estar preparada para ter que a ver à minha frente, pelo menos uma última vez. Quando ela chegou, disse-me: "Atão?"
quarta-feira, agosto 02, 2006
Cai Fidel, cai a revolução

É essa a esperança que abunda do outro lado do golfo do México, apesar de nos últimos anos a ilha de Fidel ser mais um espinho que uma ameaça concreta.
Bush só espera uma boa oportunidade para se vangloriar pelo sucesso do anacrónico bloqueio a Cuba, até porque deve ser a única pessoa no planeta que acha que ele continua a fazer sentido.
Mas a que preço ocorrerão transformações democráticas em Cuba? Não é fácil saber. Raul Castro é constitucionalmente o sucessor de Fidel, por mais absurdo que nos possa parecer. Ou seja, na eventualidade da saída de Fidel por doença ou até por morte, o actual quadro constitucional cubano e o Partido Comunista mantêm-se, e não parece ser clara a vontade de mudanças bruscas na organização do poder político.
Raul Castro além de irmão do líder da revolução cubana, é o ministro da defesa de um exército bem organizado e motivado, apesar da falta de recursos, e o responsável em grande parte pelo fiasco americano da baía dos porcos. Raul também controla os comités de defesa da revolução que como se fossem pequenas associações de moradores, que controlam e protegem cada bairro e cada rua do perigo dos dissidentes, existindo mesmo quem considere que estes comités e Raul são quem governam efectivamente o país.
Castro Júnior (mas não muito, tem 75 anos) é um conhecido defensor do modelo chinês de capitalismo económico e das suas características de linha dura contra dissidentes, e se esse for o caminho que pretende abrir após a saída de Fidel, então os cubanos ainda vão ter de esperar muito pelas liberdades políticas que há muito anseiam.
Uma coisa é certa, devido às características próprias do povo e da situação em que se encontram, é pouco provável que a solução venha do exterior ou até dos cubanos exilados em Miami, mas sim do interior do país onde ao longo dos anos muitos têm lutado por um socialismo democrático em liberdade.
terça-feira, agosto 01, 2006
Jogo perigoso
Tendo em conta a pontaria das armas israelitas nos últimos tempos, que inadvertidamente atingiram um posto da ONU à décima vez e um edifício de habitação cheio de refugiados, então é capaz de ser perigoso tentar atingir um posto fronteiriço libanês com a Síria...
Nunca se sabe quando uma bomba inteligente fica subitamente estúpida...
segunda-feira, julho 31, 2006
A cartilha do bom comportamento
Disse então: "O que Ivo Ferreira pretende é que o Governo Português faculte informação dos países onde os portugueses se podem drogar à vontade. Não fosse o alheamento do Ivo da realidade (tão característico em artistas para quem tudo o resto que nós os comuns mortais fazemos é um bocado trivial e irrelevante...) e teria preparado devidamente a sua viagem com a consulta na Internet à página do MNE - Informação aos viajantes, onde indica claramente e há bastante tempo que o "consumo de estupefacientes é fortemente punido" no Dubai."
Hoje o ministério dos negócios estrangeiros através da secretaria de estado das comunidades, divulgou uma iniciativa que julga vai pôr cobro a este tipo de situação hedionda em que portugueses, que toda a gente sabe são uns tipos pacholas e que só se querem divertir são maleficamente perseguidos pelos seus hábitos naqueles países, os quais quase não conseguimos pronunciar o nome.
Mais uma boa iniciativa em que o Estado se substitui à capacidade dos seus cidadãos de se organizarem sozinhos.
domingo, julho 23, 2006
sábado, julho 22, 2006
Dedicatória de uma afilhada de 16 anos
Por muitas voltas que dês à cabeça, nunca vais compreender a vida! Umas vezes estás zangado e até dizes: porque raio é que eu vim a este mundo?! Então nessa altura choras e achas que ninguém te compreende, mas às vezes esqueces-te que tens pessoas que gostam de ti, não por aquilo que tu faças ou deixes de fazer, mas sim, pela pessoa maravilhosa que tu és. Então ainda pensas duas vezes e dizes que a vida é bela, basta sabermos aproveitá-la da melhor maneira. Podes dizer ou pensar que já estás cansado de tanto lutar e fazer pela vida praticamente sozinho, sem teres ninguém que te ajude, mas não desistas de lutar porque Deus é grande e um dia vai chegar a tua vez de sorrires. E eu estarei lá contigo.
sexta-feira, julho 21, 2006
Oh Sr. Presidente, isso são sapatilhas?
Não conheço a Madeira, nem sequer ligo muito à sua vida politica por manifesto desinteresse em festivais.Começo a perder o interesse em conhecer a ilha onde reina o Alberto João. No final de contas as pessoas que lá vivem são co-responsáveis da sobrevivência politica do dito e por isso algum defeito devem ter.
Será possível que naquele penhasco perdido no meio do atlântico, mais africano que Europeu, não pode haver politica a sério?
Esta semana foram as sapatilhas e as t-shirts dos jornalistas. Esses malfadados responsáveis de quase todos os males de que não se possa culpar directamente os políticos, são novamente visados pelo governo regional e mais concretamente pelo parlamento (ou lá o que eles quiserem).
Memória curta a de Alberto João, até porque toda a gente sabe bem como ele gosta de andar de cuecas bem carnavalescas (ou qualquer outro traje) lá pelas ruas do Funchal.
É uma lógica irrefutável, se os jornalistas não podem entrar com calças de ganga e sapatilhas, é perfeitamente aceitável que os titulares de cargos políticos não possam exibir-se em trajes menores em qualquer zona das áreas que os elegeram. Afinal é esse o seu local de trabalho.
Assim, Alberto João só poderia andar vestido de troglodita em cuecas, nos corsos carnavalescos em Portugal continental ou no estrangeiro.
Acredito que faria um sucesso tremendo no sambódromo do Rio, onde também brilham politicos brasileiros do mesmo nível e craveira do Alberto João.
quinta-feira, julho 20, 2006
Um absurdo geo-estratégico
A história repete-se e não querendo fazer juízos de valor sobre as partes em conflito, até porque estou convencido que estão todos muito bem acompanhados na sua própria mesquinhez, o estado de Israel tem tratado os palestinianos nos territórios que se arrogou o direito de ocupar como se de judeus na segunda grande guerra se tratassem.
Apenas falta um plano para a exterminação selectiva de palestinianos em câmaras de gás, porque ela já ocorre em bombardeamentos selectivos a órgãos dirigentes de organizações mais ou menos militares, mas também no bombardeamento de edifícios de instituições democraticamente eleitas. Nem sequer falta um bom ghetto, proporcionado por um tão jeitoso muro com seis metros de altura que separa o estado de Israel desses maléficos palestinianos.
É impossível compreender as intenções dos israelitas nas recentes iniciativas militares em Gaza e no Líbano.
Só à luz de uma hipocrisia sem limites é que se pode compreender que nunca foi intenção dos dirigentes israelitas dar autonomia ao proto-estado palestiniano e ao mesmo tempo respeitar a independência dos estados vizinhos. É como dar uma no cravo e outra na ferradura. Depois de anos de ocupação da faixa de Gaza e do sul do Líbano, demo-vos a autonomia que pretendiam e como não arrumaram a casa sozinhos, nós temos de ir aí dar-vos uns acoites, qual pai tirano.
Não consigo entender como se pode querer resolver uma crise aniquilando os possíveis interlocutores no terreno, como por exemplo bombardeando os escritórios do primeiro-ministro palestiniano assim como de diversos ministérios. Obviamente o objectivo não é discutir o que quer que seja com os palestinianos. O objectivo é disparar primeiro e depois esperar que haja uma resposta na volta do correio que na sua ausência se pretende acreditar que o silêncio representa resistência.
É quase tão estúpido como a desproporcionalidade da intervenção em Gaza e no Líbano, tendo em conta o rapto de três soldados israelitas (um em Gaza e dois no sul do Líbano).
Estes podem muito bem ter sido mortos, pelos bombardeamentos da aviação israelita aos edifícios do Hezbolah o que torna a sua libertação impossível. É uma pescada de rabo na boca. Israel pretende a libertação de soldados raptados que entretanto pode ter matado e aniquila todo o hezbolah impossibilitando que alguma vez alguém lhes responda, perpetuando assim a intervenção militar.
E depois existe o G8 (nem vale a pena falar) e o Durão Barroso que defende que uma solução só pode ser encontrada através de conversações dos intervenientes no médio oriente. Ora quem é que o José Barroso está pensar?? No governo libanês? Nos corpos dos dirigentes do hezbolah?? Só pode…
Como é que é possível e defensável que se estabeleçam negociações entre partes em conflito em que existe uma total desproporção de capacidade militar entre os dois lados? Só se o José Barroso pretender que o governo libanês ceda voluntariamente o governo do país a Israel para que este livremente pesquise casa a casa e se livre dos militantes que pretendem liquidar.
No meio disto tudo há umas bocas à Síria e ao Irão e os israelitas parecem estar mesmo a pedi-las. Se porventura estes dois países se envolvem neste assunto é provável que Israel aprenda uma lição da pior forma possível.
domingo, julho 16, 2006
sexta-feira, julho 14, 2006
Será?
Será que eu sou um conformista só por saber que em mês de férias vai sempre avariar-se um electrodoméstico?
quinta-feira, julho 13, 2006
Erótico
Começa esta noite o Salão erótico de Lisboa. Salão é capaz de não ser a melhor palavra para definir o evento, de qualquer forma a ideia parece que resultou no ano passado e aqui estão novamente para ajudar os mais aficionados e admiradores da "arte" erótica a fazer as melhores escolhas para momentos de prazer ou simplesmente tirarem uma foto para a posteridade com os bisnetos da Linda Lovelace ou do John Holmes...A imaginar pelo evento que se realiza em Barcelona, e qualquer dia já não há vagas nos hotéis de Lisboa sempre que se realizar o Salão...
quarta-feira, julho 12, 2006
O dedo que adivinha II
Aliás faz todo o sentido. A fábrica está em Portugal vai para 40 anos, empregou famílias inteiras da região, conta actualmente com 1100 trabalhadores directos, alimenta vários milhares de famílias que indirectamente beneficiam dos negócios que se desenvolvem à volta de um empreendimento destas dimensões e é responsável por 0.6% do PIB.
Mas aparentemente o Governo não fez tudo o que devia. Não pagou à Opel um subsídio especial de formação por cada carro que saísse da fábrica e incrivelmente não se propôs a comprar a totalidade da produção da unidade só para que ela não fechasse.... Escandaloso.
São perfeitamente justificadas todas as acusações que no futuro a oposição e os trabalhadores vierem a fazer ao Governo (é outra vez o dedo que adivinha).
Mas numa nova extraordinária premonição do meu dedo adivinhador, a deslocalização de multinacionais que trabalham em Portugal atingiu um ponto de viragem com esta saída da Opel.
Pela primeira vez, uma empresa admite que vai embora ainda que em termos de produtividade e qualidade se tenham registado aumentos significativos nos últimos anos. Nada voltará a ser como dantes. Antes as empresas fechavam precisamente porque não eram produtivas, os produtos não tinham uma qualidade distintiva para o mercado e porque eram caras e pesadas (na maior parte das vezes mal geridas).
Mas então onde é que está o problema? Teremos de pagar directamente para que eles possam ficar? Então se calhar no final de contas se com todos os subsídios, apoios à formação, benefícios fiscais e outros expedientes continua a não ser suficiente então é melhor pensarmos seriamente se este tipo de investimento estrangeiro se justifica.
segunda-feira, julho 10, 2006
The End
E pronto acabou-se. Como é que vamos sobreviver sem intermináveis horas de futebol e análise pós-futebolistica na televisão? Como é que vamos sobreviver sem o ardor patriota do último mês? O balanço é positivo e apesar de tudo o que se tem escrito, o país não entrou em histeria colectiva em nenhum momento, ou melhor, tivemos uma histeria aceitável. Nem sequer no regresso da selecção, que ao domingo proporcionaria grandes passeios por Lisboa em apoteose, se verificou e ao fim de duas horas já estava tudo despachado. Já os canais de televisão, esses sim, estiveram perto do orgasmo.
Portugal bateu-se com os melhores, venceu com uns e perdeu com outros. Essa é a única lição que esta campanha nos pode dar. Portugal pode não ser o melhor mas bateu-se de igual para igual com os melhores e deveria fazê-lo não só no futebol.
sexta-feira, julho 07, 2006
A Barca do Guadiana


Coluna Vertebral
Isto sem gente como o Freitas, começa a ser cada vez mais ocupado por tecnocratas sem piada nenhuma, que nunca dizem nada de jeito sem perguntarem aos assessores como vai ficar a sua imagem nas sondagens. É uma profunda seca.
Ao Freitas pelo menos ninguém punha a pata em cima. Inconveniente, controverso e por vezes arrasador mesmo para com o próprio governo em que participava.
Muito diferente do amorfismo característico dos ministros dos últimos 20 anos em que parece que o cérebro começa imediatamente a perder capacidades, mal assinam o documento da tomada de posse.
Um bom ministro hoje em dia quer-se acrítico, apolémico e pau mandado. E depois se a coisa correr mal pode sempre apontar-se-lhe o dedo e mandá-lo pastar.
Freitas estava marcado para sair até porque não era compatível com o resto do governo. Tornou-se demasiado visível para poder continuar.
Aparentemente está mesmo doente e é mesmo impossível ser MNE com problemas de coluna, mas essa foi apenas a desculpa que Freitas precisava para se livrar de Sócrates, cujo politicamente correcto já não suportava. Este ultimo agradece os problemas na cervical e vai mudando aos poucos a coluna vertebral do governo.
quarta-feira, julho 05, 2006
Bamos lá Cambada

O futebol é o futebol e não vale a pena tentar ser particularmente racional. Eu nem sequer gosto muito de futebol e nem sequer tenho paciência para aqueles jogos do Tirsense com o Rio Ave, nem imagino que alguém consiga ver este tipo de jogo até ao final.
Muito se falou sobre nacionalidade e sobre orgulho, ou sobre a forma como selecção e país se confundem ou, como eu imagino, não se confundem.
De qualquer forma isto tudo passará em breve, com taça ou sem taça, e todos poderemos voltar às nossas vidas normais e todos os furiosos comentadores liberais podem voltar a brilhar até porque não necessitam de partilhar o seu espaço com o Deco, o Figo ou o Cristiano Ronaldo.
E quando todos voltarmos à nossa vida normal iremos perceber que um mês de alienação, afinal não fez assim tão mal.
Nesta altura é importante celebrar os portugueses que um pouco por todo o mundo, mas principalmente na Alemanha deram cor ao campeonato, com o verde, vermelho e amarelo nacionais, de forma divertida e civilizada, fosse com garrafões, com proeminentes bigodes e barrigas ou com sardinhas e chouriço. Num derradeiro esforço de apoio popular à tarefa de hoje dos nossos jogadores contra aqueles "demoníacos" gauleses, que esperamos não possuam a famosa poção mágica do Asterix, resolvi reconfigurar a nossa bandeira como ela popularmente deveria ser. Manjericos e cravos vermelhos acompanhados dos nossos habituais símbolos...
Boa sorte para a Selecção.
terça-feira, julho 04, 2006
A inveja é uma merda
No mínimo é indelicado forçar alguém a responder numa língua que não domina e que não é a sua. Mas é certamente arrogante forçar alguém a expressar-se numa língua que não a sua que por acaso é a sexta língua do planeta, mas num idioma que não se encontra actualmente representado em qualquer equipa ainda presente no mundial.
Para inglês ver

A imagem parece revelar uma grande harmonia entre Franceses que celebravam a vitória sobre o Brasil, e os Portugueses que tinham acabado de arrumar os Bifes.
O momento é bonito, até porque existem na capital da França multicultural cerca de um milhão de portugueses. O problema é que enquanto aqui se festejava de forma relativamente normal, em Nice dois emigrantes portugueses eram baleados por um descontente francês sensível ao ruído.
O futebol, aparentemente justifica tudo, e apesar de já ter dito por aqui que considero (de repente veio à memória a imagem do jogo com a Holanda...) este tipo de competições como o equivalente moderno e civilizado das batalhas da idade média, talvez por isso mesmo, o desporto continua a transportar uma certa violência que as condições sociais em cada momento se esforçam por agravar.
É indesmentível a comichão que provocam, nalguns sectores, as bandeiras angolanas e brasileiras em Portugal, as bandeiras portuguesas em França, no Luxemburgo, ou em Inglaterra, assim como a forma como as comunidades imigrantes utilizam as bandeiras e as respectivas equipas de futebol como se fossem armas de arremesso contra as políticas de integração dos países em que optaram por se fixar.
A juntar a tudo isto, uma violência própria das zonas suburbanas onde reina a falta de oportunidades e de qualidade de vida dos locais e dos jovens descendentes de segunda e terceira geração de imigrantes, e temos um barril de pólvora pronto a explodir sempre que o futebol permita festejos.
Tudo bem regado com milhares de litros de cerveja e tudo acaba quase sempre em agressões físicas violentas e gratuitas, destruição de propriedade privada e dezenas de detenções. Tudo bons rapazes, que muito embora possamos gostar muito de futebol não devíamos permitir que dirigentes, jornalistas, jogadores, árbitros e treinadores tornassem o desporto numa grande batalha.
segunda-feira, julho 03, 2006
Gestão de expectativas

O tempo passou, aos poucos vai construindo-se o conjunto de mini barragens que irão complementar o complexo de Alqueva mas é já claro que as expectativas que existiam nunca poderão ser correspondidas.
Sempre fui um “velho do Restelo” perante as expectativas da minha família quanto ao aumento do emprego, a dinamização da economia da região ao nível dos serviços que supostamente Alqueva traria. Sempre disse lá pelos “Alentejos” que a maioria dos empregos na construção da barragem não seria para pessoas da região, que os trabalhadores imigrantes que a iriam construir iam passar metade do tempo em barracões com ar condicionado instalados pelas empresas subcontratadas e que os engenheiros não eram suficientes para encher os cafés e restaurantes de Portel, Alqueva e Moura. E que no final tudo aquilo acabaria por ser alimentado por uma equipa de profissionais altamente qualificados mas em número bastante reduzido devido à tecnologia associada ao projecto. E assim foi.
Agora surgem alternativas ao Alqueva e o maior projecto de energia fotovoltaica do mundo a situar em Serpa, mas também a fábrica de painéis que é suposto vir a instalar-se em Moura.
Destes projectos o único que poderá ter um impacto maior na vida dos alentejanos são as 16000 camas previstas para o Alqueva. O projecto da central fotovoltaica, ainda que benéfico no aproveitamento de recursos naturais que o país tem em abundância vai ser, após a sua construção, gerido de forma praticamente automática e por profissionais altamente qualificados. Os tais que tanto faltam no Alentejo. A fábrica nem sequer é falada no press release da empresa mas tem passado de boca em boca em Moura e não se pode dizer que seja uma realidade se porventura o custo de produção destes painéis for inferior noutras paragens.
Restam as 16000 camas de Alqueva. Estas só serão viáveis se for possível manter a qualidade da água a níveis aceitáveis para a prática de um turismo de qualidade, mas ainda assim estamos longe de se poder garantir essa qualidade a longo prazo.
De qualquer forma este projecto é o único que poderá resultar na fixação de pessoas às suas localidades, evitando uma cada vez maior desertificação do interior alentejano na medida em que cria emprego real e a longo prazo.
São razoáveis as questões levantadas pêlos ambientalistas quanto à dimensão do projecto. Ninguém esperava que aquela zona onde estavam previstas 450 camas passasse subitamente a comportar 16000. No entanto e como em tantas coisas neste país importa saber o que se pretende em termos de desenvolvimento do interior, se de facto se pretende alguma coisa.
Se não é possível ter expectativas sobre a agricultura, se não é possível ter expectativas sobre a fixação de indústrias a custos rentáveis, então que futuro se pretende para o interior e para os que lá vivem?
Provavelmente o turismo pode ser uma solução, até porque no Alentejo o sector terciário tem tido um aumento muito considerável na comercialização de bens de outras paragens que não o Alentejo.
O turismo pode ser uma solução porque é imperioso que o Alentejo crie riqueza por si e porque ainda é possível exigirmos que nesta zona haja um turismo de qualidade, compatível com as pessoas e com o ambiente que resulte num aumento da qualidade de vida de todos.

Nota: Após ter escrito este post tomei conhecimento que a fábrica dos painéis solares se situará em Oliveira do Bairro e em Moura existirá uma central de energia solar fotovoltáica maior que a de Serpa com a dimensão de 100 hectares. Claro que nesta como em outras questões a informação nem sempre é clara...
sábado, julho 01, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Pois...
terça-feira, junho 27, 2006
segunda-feira, junho 26, 2006
A minha empresa é linda (4)
Razões para levantar cedo...
domingo, junho 25, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
Roncar para o lado
Nunca fui rapazinho para dormir muito. Mas nos meus anos de juventude não soube aproveitar devidamente a dádiva do sono. Quando a minha mãe entrava no meu quarto eu levantava-me quase imediatamente. Hoje o despertador pode tocar umas boas duas horas que se eu não me sentir fortemente motivado, nem o ouço. Contínuo a dormir pouco porque geralmente me deito tarde, mas adoro dormir... Hoje tive a oportunidade de me esticar um pouco... A tourneé segue dentro de momentos. Quem pode acabar hoje com a tourneé são os franceses que na alemanha podem ter de arrumar às botas e voltar para casa. Não há problema, é um tirinho até Paris. Au Revouir
quinta-feira, junho 22, 2006
O "Achamento"
Mas que coisa inteligente, porque é que nunca ninguém se lembrou (nem o antigo ministro do Mar que queria uma ZEE que quase nos unia aos EUA, que conveniente...) de fazer por aí uns furos para saber se podemos ter um nível de vida como os noruegueses. Sim, porque se houver mesmo petróleo esquecemos logo a nossa referência finlandesa.
Se calhar é porque somos em muitos aspectos um país industrialmente sub-desenvolvido e precisamos que espanhóis explorem gás natural no Algarve, e que os brasileiros nos ajudem a procurar petróleo na costa.
Sozinhos, nem um cagalhão a flutuar no Trancão iríamos achar.
Nota: Depois de ter sido anunciado pelo Governo, o envolvimento dos brasileiros neste negócio já foi negado pelo Ministro Manuel Pinho...
A insustentabilidade de um argumento (2)
É legalmente inconsequente, e politicamente insano, um presidente não permitir os passos que a Procuradoria Geral do seu país começa a tomar para repôr a legalidade e ameaçar demitir-se se porventura outro orgão de soberania não o fizer primeiro.
Já não tenho muita coisa para dizer, porque afinal a realidade é muito pior do que a ficção, e Timor insiste em cavar cada vez mais o buraco em que se encontra.
Nada melhor que um relato na primeira pessoa num blog "emitido" a partir de Díli.
A minha empresa é linda (3)
Não sei se já conheciam, parece que até pode ser correcto, mas não percebo bem a utilidade quando se pode utilizar os verbos ENUMERAR ou LISTAR num contexto profissional. De qualquer forma apresento-vos o verbo ELENCAR
Elenco
De volta à estrada
Mais um dia a levantar cedo, espero não me habituar... Os prognósticos devem mesmo ser no final do jogo. Afinal enganei-me e saiu laranja. Tanto melhor, antevejo (é o meu lado Zandinga) que se aproximam dois adversários batidos em 2004, e nestas coisas a psicologia tb funciona. Ja nos estou a ver nas meias-finais com o Brasil. Preciso de um café urgente.
quarta-feira, junho 21, 2006
A minha empresa é linda (2)
A minha empresa é linda (1)
Eu gosto é do Verão
Hoje começa o Verão e logo agora que ainda nem tivemos tempo para aproveitar, os dias começam a ficar mais pequenos... Na Alemanha, Portugal procura fugir à Argentina com alguns jogadores que saltam do banco. Por cá, eu vou dar início ao meu tour de três dias pelos agentes oficiais... :)
terça-feira, junho 20, 2006
Brrr...
Quem começou a dizer que a chuva tinha acabado e que vinha aí o bom tempo, esqueceu-se deste vento gelado que está a deixar a estação do cacém gelada e despenteada...
segunda-feira, junho 19, 2006
Ameaças eléctricas
A Associação Olho Vivo é já longamente conhecida no concelho de Sintra e sempre apostou na preservação do património ambiental e cultural da região, o que sabemos ser uma tarefa quase impossível.Agora a Associação pretende alertar os moradores de Agualva Cacém, mas também de Belas, São Marcos, Rio de Mouro, Amadora e São Domingos de Rana para o projecto da construção de uma linha aérea de alta tensão que atravessa estas zonas.
Para tal a associação resolveu publicar um blog sobre o assunto e publicitá-lo no IC19. Existem fotos sobre o projecto e projecções sobre o impacto visual da obra, muito embora os textos sejam um pouco confusos e o problema não esteja devidamente contextualizado no meio das palavras de ordem e dos apelos à acção.
Existem ou existiram umas sessões de esclarecimento e há uns links para uns estudos que aparentemente comprovam os malefícios da proximidade deste tipo de infra-estrutura na saúde humana.
Existe também a possibilidade de subscrever uma petição on-line (não sei bem qual o valor disto) mas parece-me razoável, embora mal informado, que este tipo de projecto, pelo menos nas zonas em que envolve atravessamento de localidades deva ser uma estrutura subterrânea com uma distância considerável dos limites das populações.
A Associação Olho Vivo é uma associação juvenil, pelo menos era, e poderia ter feito mais com esta ferramenta que a Internet possibilita. Não há possibilidade de se deixarem comentários, o que não ajuda ao esclarecimento de dúvidas que irão surgir na população em relação a este projecto, mas ainda assim resolveram agir.
Por aqui também se defende uma solução que não provoque um impacto visual muito significativo, tendo em conta os 75 metros de altura das torres que irão transportar esta alta tensão, e que salvaguarde as dúvidas razoáveis que continuam a existir sobre o impacto destas infra-estruturas na saúde. Espero que outros também o façam porque claramente não estamos a falar de mobiliário urbano.
domingo, junho 18, 2006
Coincidência infeliz
No ano em que aparentemente toda a gente concorda com o congelamento das vagas de acesso ao ensino superior, é também o mesmo ano em que pela primeira vez aumentam os alunos candidatos aos exames nacionais do secundário.
Tudo bons rapazes
sábado, junho 17, 2006
quinta-feira, junho 15, 2006
Fazer as malas
Sim, é um absurdo. E é tão absurdo que só poderia significar a saída do ministro Manuel Pinho do Governo, por manifesta falta de condições para continuar a gerir os destinos desta economia.
Nem sequer é uma questão política entre a esquerda e a direita, sobre o papel do Estado na economia.
É simplesmente porque este ministro não sabe o que está a fazer e prejudica fortemente os interesses do país.
Ora considera fundamental que o Governo não se envolva na vida das empresas, ora as subsidia de forma encapotada, ora arranja guerras com investidores, ora decide contrariar as decisões do regulador que o próprio Estado criou.
É um absurdo que tem de terminar. O ministro tem de fazer as malas e ir à sua vida para um qualquer instituto público.
Fui caçado...
quarta-feira, junho 14, 2006
Está de chuva...
Quem diria que antes de entrarmos oficialmente no verão ainda íamos ter umas boas chuvadas... Uma bênção para quem sofre daquelas alergias crónicas ao pó (tal como eu...) e também para quem tem aversão à lavagem do carro (tal como eu...)Falta tempo para o(s) blog(s) que espero recuperar hoje ainda, mais para o final do dia. De qualquer forma destaco o 1º aniversário d'O Telescópio do Tiago Alves com quem partilhei a escrita n' O Eleito. Parabéns
sábado, junho 10, 2006
Pontos de vista
Afinal o Sr. Machado estava mais uma vez enganado... o que não admira... Na alemanha tb não há uma democracia que sirva os seus interesses apesar da sua declaração da semana passada.
sexta-feira, junho 09, 2006
quinta-feira, junho 08, 2006
JIP premiado (post simultâneo no Dolo)
Embora seja um dos meus interesses, não tenho o hábito de escrever sobre arquitectura.Provavelmente por apenas trabalhar na cidade grande e viver num sitio em que demasiadas vezes a arquitectura é por demais deprimente.
No Cacém como muitos sabem, decorre com grande sacrifício para todos os que lá vivem, o programa de reconversão urbana CacémPolis. Este projecto lançado no Cacém e em várias cidades do país ainda no governo de António Guterres, sempre se debateu com problemas de financiamento que a nova situação do país (de tanga) não permitiu avançar.
Criadas as soluções de financiamento do projecto, as obras decorrem a bom ritmo e nem o fim da campanha eleitoral para as autárquicas as fizeram esmorecer (que estranho).
As demolições, a falta de estacionamento, os buracos, as mudanças de sentido das ruas, as ruas fechadas e o pó... toneladas dele... têm sido o resultado visível do último ano de obras do Polis.
No entanto começam a aparecer resultados como o que a imagem demonstra.
Trata-se do JIP (Jardim de Infância Popular), uma instituição que todos nós, que vivemos no Cacém, conhecemos bem e que recebeu várias gerações de crianças.
O edifício antigo e os seus caracteristicos desenhos na fachada foi demolido recentemente e substituído por este funcional edifício do Arquitecto Nadir Bonaccorso.
Este edifício acaba de receber uma menção especial do Júri do Prémio Internacional de Arquitectura Sustentável Fassa Bartolo atribuído pela Universidade de Ferrara, Itália.
Este prémio vem dar prestígio ao projecto Polis e deixa boas expectativas quanto ao resultado final.
Campeonato das vitórias morais
Afinal os alemães também têm obras atrasadas que só vão estar prontas amanhã...
Ou os trabalhadores da construção são todos portugueses, ou então estamos a apanhar o pelotão da frente da Europa...
quarta-feira, junho 07, 2006
Uma questão de princípio
Mas a democracia é um conjunto de valores constitucionais à volta dos quais uma sociedade se organiza social e politicamente. Dessa forma é perfeitamente compreensível que uma sociedade não aceite, ou não tenha querido aceitar no momento da sua constituição, o princípio (ainda que democrático) de permitir ideologias que ameacem a continuação dessa mesma sociedade, tal como o fazem todas as ditaduras.
É um princípio de sobrevivência das sociedades democráticas contra aqueles que as pretendem destruir por oposição às sociedades ditatoriais onde estes mecanismos não servem para proteger a sociedade, mas sim o poder.
Não permitir formas de implosão auto-infligida não torna uma sociedade mais fraca. Apenas evita que ela possa ser destruída pelo interior com recurso aos instrumentos legais que as distinguem das ditaduras.
terça-feira, junho 06, 2006
Update
Entram também:
Quanto às fontes de informação, e porque os tempos assim o exigem, associei o jornal The Australian e o Semanário de Timor cuja actualização parece estar comprometida por razões óbvias, mas que mantenho porque se consegue perceber o ambiente de tensão no país antes dos confrontos.
Impressões de Timor
É dos melhores jornalistas que a SIC tem. Foi um dos melhores correspondentes que a televisão portuguesa teve nos Estados Unidos, e desde há algum tempo tem-nos vindo a habituar a um estilo ligeiramente diferente e provavelmente mais pessoal, nos blogs que se vão criando à medida que ele anda pelo globo.
Assim foi nos extraordinários relatos de Nova Orleães e agora em Timor repete a dose com o Impressões de Timor. A não perder.
Mais do mesmo
segunda-feira, junho 05, 2006
A minha bandeira é maior que a tua...
A minha tem 20m...Não há nada de mal nos portugueses quererem celebrar e festejar o seu orgulho nacional exprimindo-o através de uma equipa de futebol. Não há mal nenhum, para além de ser particularmente piroso, em pendurar a bandeira nacional no estendal da roupa, presa com molas. Mas também não faz mal termos uma adequada gestão de expectativas que é totalmente incompatível com a histeria colectiva que rodeia os jogadores da selecção, em Portugal, mas também no estrangeiro onde milhares de emigrantes portugueses fazem centenas de km por 15 ou 20 minutos de puro êxtase patriótico. Quase como se entrassem em transe.
Não vale a pena explicarmos aos portugueses, mesmo sem ponta de juízo de valor, que somos desiquilibrados simplesmente porque alternamos períodos de euforia com a mais profunda das depressões. Jamais alguém irá entender. Isso parece fazer parte da essência das coisas neste cantinho de Europa. Até mesmo os que de nós se dedicam a pensar um pouco sobre estas coisas não deixam de sentir esses mesmos altos e baixos.
Somos assim e muito pouca coisa poderemos fazer para mudar, além de podermos passar a ter consciência que falhamos em quase todos os momentos que se revestem de dramatismo e acabamos quase sempre numa gigantesca depressão colectiva.
Este mundial tem todos os ingredientes para o dramatismo e resta saber se vamos estar a altura ou falhar novamente?
Os jogadores, Scolari e a Federação fizeram muitas folgas, foram para a borga até às tantas, assinaram milhares de autógrafos, fizeram karting, receberam cumprimentos, cumprimentaram jornalistas mexicanas e jogaram com equipas de vão de escada.
Mas só o fizeram porque nós o exigimos. Jamais compreenderíamos que um momento de festa nos afastasse dos nossos ídolos, que não nos permitisse tocar-lhes, gritar-lhes e incentivá-los.
Somos o resultado do nosso próprio contentamento pequenino, das vitórias morais e da desgraça ao virar da esquina, que confirma a inevitabilidade de nos termos em demasiada conta em determinados momentos que quase sempre resultam em verdadeiras catástrofes.
sábado, junho 03, 2006
AU... AU...
Lamentavelmente esta iniciativa de fundamental importância para o país, que visa repor a verdade histórica sobre o papel do cão na nacionalidade, desde os imemoráveis tempos de Viriato, foi alvo de chacota no parlamento, na comunicação social e na blogoesfera.
Ingratos, é o que são esses deputados, jornalistas e opinion-makers, por não reconhecerem que este país se fez grande com o esforço de milhares de cães que um pouco por todo o império mantiveram a flutuar a bandeira portuguesa.
É por estas e por outras que o PSD é um partido essencial ao regime político e é por iniciativas como estas que nós, os portugueses, sabemos que podemos contar com o PSD para a resolução dos verdadeiros problemas do país.
PSD, um grande bem-haja e como diria a amiga Caras Lindas…. Obrigado por existirem...
Nota: Já estou a recolher assinaturas para fazer uma petição ao parlamento para a institucionalização do Dia Nacional do Gato logo a seguir ao Dia Nacional do Cão para o país não perder competitividade e para não permitir aos funcionários públicos fazerem ponte entre estas duas datas.
quinta-feira, junho 01, 2006
A urgência duma avaliação
Momento surreal da viagem de comboio e da importância da avaliação dos professores pelos pais:
- Oh Mãe a professora Helena é estúpida...
- Filha, a professora Helena não é estúpida, é ignorante.
























