quinta-feira, setembro 14, 2006

Mar vermelho já tem inquilino


Foi inaugurada hoje a nova sede da Agência Europeia de Segurança Marítima, no edifício Mar Vermelho, no Parque das nações.
Esta não é uma foto original do edifício, mas sim a sua versão computorizada. Nesta não se conseguem ver os enormes vasos de manjericos (entre outros) que ornamentam estas varandas...
Vamos ver se a deslocalização de Bruxelas para Lisboa vai ajudar a prevenir casos como o do Prestige.

De volta ao TGV

No fim-de-semana falava com um amigo sobre a viabilidade económica do TGV numa expectativa de crescimento do mercado ferroviário vs preços das companhias aéreas low cost. Claro que não o fizemos desta forma circunspecta e cinzenta à laia de prós e contras.
Como ambos partilhamos do gosto pelas viagens tivemos conhecimento de uma nova companhia aéreas (a Clickair), subsidiária da Ibéria, que se propõe a fazer viagens de Lisboa para Barcelona por 5€ mais taxas. Qualquer coisa do tipo: menos de 30€ ir e vir para Barcelona e outros destinos.
Já anteriormente falei aqui do TGV. Sou a favor da construção do comboio rápido, pelo menos no que toca à ligação prioritária a Madrid e daí ao resto a Europa, mas não a qualquer preço.
Antes de mais, na altura em que escrevi este post, julgava ser importante tomar uma decisão definitiva. Ou se faz ou não se faz. E acabar de uma vez por todas com a discussão estéril sobre que tipo de meios de transporte o país vai ter para se ligar ao resto do mundo.
Tinha dito anteriormente que a ligação, ou melhor, as ligações ferroviárias que temos a Espanha são no mínimo tristes. Uma pequena amostra do que poderá ser uma descida aos infernos.
Logo, actualmente não existe mercado que suporte uma expectativa de crescimento do tráfego ferroviário que leve a justificar o TGV, a não ser que o fenómeno da introdução de um novo conceito de viagem ferroviária atraia um mercado próprio, ao ponto do investimento se pagar a si próprio.
Disse que a criação de uma linha de TGV a Madrid insere-se numa lógica europeia de ligações transfronteiriças e que o valor a pagar era comparticipado em grande medida por fundos europeus tal como acontece em relação a outros projectos que a comissão europeia pretende tornar comuns ao espaço da União.
No entanto parece que pelo menos a possibilidade de inserir o projecto da linha Lisboa-Porto já não vai beneficiar de qualquer apoio especial para as redes transeuropeias e por isso é preciso repensar se faz sentido ter apenas a ligação Lisboa-Madrid por TGV, se a ela não corresponderem outras ligações dentro do país como a de Lisboa- Porto. Isto porque a existência de uma rede nacional é complementar à ligação internacional e pode em grande medida facilitar a sua viabilização económica.
Continuo a concordar com a existência de uma linha entre Lisboa-Madrid que nos permita estar ligados ao resto da Europa, mas a não subsidiação directa de um projecto nacional de TGV obriga a repensar o investimento ferroviário no país e o próprio mapa ferroviário, de que forma este se possa ligar ao TGV.
Depois tudo o que se disse o TGV vai voltar à discussão e está relançada a polémica sobre o projecto. Uma coisa é certa, a culpa é de todos os governos portugueses que se atrasaram nesta matéria.

terça-feira, setembro 12, 2006

Ficheiros Secretos

As obras em Lisboa estão a atingir um estatuto de x-file. Não daqueles ficheiros secretos à moda da Scully e do Mulder mas secretos porque ninguém sabe onde são, quando começam, e se começam quando é que acabam.
Cada vez que Carmona tenta refazer, mexer ou alterar uma obra, é sinal que ela na realidade está parada, embargada, não licenciada ou adiada sine die.
Afinal o Parque Mayer e o projecto Frank O. Gehry ainda mexe, não se sabe é para onde.


O projecto vai sofrer mais uma alteração quando todos pensávamos que já estava morto. Agora para passar a incluir o teatro Capitólio classificado recentemente por uma organização internacional como património arquitectónico em risco.
A alteração do projecto vai custar 120.000 euros mas de acordo com o autarca não se vai gastar um tostão com a construção... estes 120.000 mais os anteriores são do bolso de Carmona...
É o estado da capital e nem sequer ainda começou a polémica que promete arrasar o projecto de Norman Foster para Santos.

Touché

Às vezes procuro conforto nas palavras dos outros que de forma melhor expressam sentimentos que eu também tenho.
É o caso do anónimo do costume aqui do burgo e neste caso também no Dolo.
Como comentário a este meu post no Dolo, o anónimo costumeiro deixou esta frase que resume todo o pensamento doutrinal do novo século americano...
"A segurança é a torre gémea da liberdade" :)


Update das14:43 - Confundi erradamente a expressão de Sua Excelência com uma ironia do caríssimo anónimo do costume. Corrigido o erro preferia ter continuado a achar que era uma ironia do anónimo do que um excerto da carta (nada irónica) enviada ao Bush. Pelos vistos o nosso Presidente acredita mesmo que "A segurança é a torre gémea da liberdade"... Resta perceber que segurança e como se relacionam as duas.

Pacto na justiça (4)

Afinal o pacto é na justiça. Mas atenção!!! Não é na justiça toda... Aquela parte da corrupção está a correr tão bem que não vale a pena mexer. Acenamos aos inspectores com promoções por número de condenações e já está.
No fundo todos sabemos que esta gente da "Judite" é muito preguiçosa e só não há mais condenações porque ninguém antes se tinha lembrado desta medida estruturante das promoções.
Para quando mais pactos como este, apoiados e fomentados pelo Sr. Presidente à imagem dos inúmeros pactos alcançados pelos seus governos?

Viva

Viva a visão maniqueísta do mundo. Agora basta passar pelo Pingo Doce e ver o que está em promoção. A escolha é simples: ou escolhemos o lado dos bons ou dos maus. Ou escolhemos apoiar ou ser inimigo. É nisso que se transformou a liberdade de escolha.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Naquele dia...

...ainda estava calor e eu começava a ficar farto de andar de gravata. Tinha almoçado e chegava a hora de voltar para a formação. Apertei a gravata de volta ao seu lugar original, vesti o casaco e voltei para a sala. Como quase sempre cheguei antes de todos os formandos. Sentei-me, abri uns mails, tirei umas notas sobre assuntos que não me queria esquecer de passar à tarde e os formandos começaram a entrar.
Dois ou três minutos depois da hora prevista já estavam todos nos lugares e por isso era altura de eu me levantar. Disse boa tarde, liguei o LCD e comecei a falar sobre ciclos de facturação aplicados a pré-pagos quando uma formanda me interrompe.
Não tinha nada a ver com a formação (segundo a própria), franzi um sobrolho à espera do disparate que aí vinha e ela de forma simples diz ao grupo: “José desculpe, mas parece que bateu um avião contra o World Trade Center.” Inicialmente achei estranho, mas numa tentativa (muito comum em mim) de racionalizar as coisas, tentei acalmar o grupo e dizer-lhes que é natural que alguma avioneta se tenha descontrolado, tal como no passado já tinha acontecido no Empire State Building.
Fui ao meu computador, entrei no site da CNN e de repente percebi que não se tratava de uma avioneta mas sim de um avião comercial. Não podia ser, algo tinha de ter corrido muito mal para que um avião comercial tivesse atingido uma das torres gémeas numa zona onde não era suposto estar. Mas pensei – acidentes acontecem em todo o mundo e apesar da visibilidade, era apenas mais um trágico acidente que iria abrir os telejornais nessa noite. Era preciso continuar. O grupo estava agitado, mas foi preciso voltar ao trabalho. Prossegui com o tinha planeado, recuperando as notas que tinha escrevinhado na hora do almoço. Segui esclarecendo dúvidas sobre facturação e carregamentos, mas não voltei a fechar a página da CNN, que tinha pedido aos formandos para fecharem.
Ainda assim a agitação era inevitável. O grupo era composto por gente muito nova para quem estas coisas porque razões que não conseguia descortinar, tinham muito impacto, mas afinal também tinha em mim. Acordámos que eu próprio os manteria a par das notícias, mas que íamos ter de continuar com a matéria.
Tinham passado uns 30m do momento inicial em que recebemos a notícia do choque de um avião comercial no WTC. Aproveitei uma pausa para beber água, sentei-me e fiz um refresh à página da CNN. Nessa altura tinha já ocorrido o embate de outro avião na outra torre do WTC. Um arrepio percorreu-me o corpo todo deixando-me provavelmente branco. Os Estados Unidos estavam a ser atacados no seu próprio território continental por alguém não identificado, como nunca até aí e numa escala para lá de qualquer tipo de compreensão. A Casa Branca tinha sido evacuada, algo que nunca antes tinha acontecido.
Levantei-me, e para honrar o nosso acordo comuniquei ao grupo de formandos que um segundo avião havia embatido nas torres, podia não o ter feito, mas nada do que viéssemos a falar essa tarde iria fazer qualquer sentido e eu pretendia estar de olhos colados ao ecrã do computador e não a falar de facturação. Por momentos veio-me à memória aquele distante mês de Janeiro de 1991 em que interrompemos uma aula de francês para nos informarmos do início da guerra do golfo e discutirmos as suas implicações. Isto parecia muito pior.
Pelas reacções nas caras de cada um percebi a gravidade da situação que uma dormência mental, não me permitia vislumbrar. Era um atentado terrorista sem paralelo, cujas implicações poderiam facilmente desencadear um conflito mundial de proporções nunca vistas onde era evidente nós poderiamos ser envolvidos. A formação do resto da tarde tornara-se irrelevante. Bateram à porta da sala, era uma colega a perguntar se eu já tinha visto o que se estava a passar e o que iríamos fazer no resto do dia. Concordámos em que não seria possível continuar a formação e que todos teriam a possibilidade de consultar as fontes de informação que pretendessem para tentar perceber o que se passava. Alguns telefonaram para casa e outros optaram por pesquisar os sites informativos.
A catadupa de informação acabou por revelar toda a dimensão daquele dia. As torres caíram, o Pentágono tinha sido atingido e na Pennsylvania um avião tinha caído quando aparentemente se deslocava para o Capitólio ou para a Casa Branca.
Os formandos saíram mais cedo e foram para casa e eu voltei à área de formação no 2º piso. Aí o ambiente era ainda mais pesado, em média éramos todos mais velhos que a maioria dos formandos, e o silêncio só era quebrado pelo rádio, estrategicamente colocado sobre um posto de trabalho central, sintonizado na TSF (sempre a TSF) que debitava informação a uma velocidade muito mais rápida do que aquela que éramos capazes de processar. Apreensão, senão o medo, pareciam estampados na cara de cada um,
Passado algum tempo eu também fui para casa, não jantei e não dormi nada nessa noite. Só voltaria a dormir na madrugada do dia 13 de Setembro.
Mas nessa altura já nada voltaria a ser como dantes num mundo que parecia ter encontrado um caminho no inicio do novo século.
Desde esse dia, em incidentes directamente ou indirectamente relacionados, morreram milhares de pessoas e muitos mais milhares ficarão marcados para toda a vida.

New York
Washigton
Afeganistão
Iraque
Madrid
Bali
Londres

domingo, setembro 10, 2006

Madrecita, que haces ahí debajo???


Almodovar é sempre surpreendente, mas está a perder o jeito de manter as suas intrigas até ao final…
Não se explica porque se gosta de alguma coisa e eu não consigo explicar porque gosto dos filmes do Almodovar. Será das cores garridas, das mulheres fortes e ao mesmo tempo sofridas, dos temas comuns, da música ou do choque de uma Espanha moderna e inconvencional com um tradicionalismo com que a primeira choca, mas que nos filmes de Almodovar parecem conviver? Talvez…
“Volver” não é um espanto, mas alguns filmes de Almodovar são, o que é mais do que se pode dizer de muitos outros realizadores.
Nesta fase em que o realizador parece exorcizar partes da sua vida, o regresso de uma mãe morta é afinal um pretexto para se falar da morte, da vida e como afinal a história se repete apesar de não estarmos atentos.
Em Volver, a morte não pesa nada, é mais ritual que dramática, ninguém parece sofrer com a morte e tão simplesmente a aceita e prepara como a coisa mais natural da condição humana. É ritualista, obedece a talhões e lápides bem esfregados e serviços fúnebres pagos em adiantado para evitar incomodar familiares.
As personagens obedecem a uma habitual lógica do realizador que com mestria torna vítimas em responsáveis por odiosos acontecimentos no passado, mas com os quais nos conseguimos identificar moralmente. Uma espécie de “poetic justice” que só estaria completa com o purgatório a que estão sujeitas estas mesmas personagens numa tentativa de expiarem os seus pecados.
Pelo meio a habitual fixação de Almodovar sobre a exploração de sentimentos alheios com que vive a televisão actual.
Não revelo mais, só indo ao cinema porque vale a pena :) Até lá, fica o gosto aguçado pela música...

Também disponivel em "As canções dos meus dias "

sexta-feira, setembro 08, 2006

Agenda

Vai ser um fim-de-semana em cheio.
Amanhã à noite no Parque das Nações realiza-se pela segunda vez o Mundial de Pirotecnia que também vai animar os restantes fins-de-semana de Setembro.
Desde quinta é incontornável a estreia do último filme de Almodovar, Volver (para os mais aficcionados)
Marisa Monte volta muitos anos depois ao palco do Coliseu neste sábado e domingo.
Também amanhã mas à tarde decorre o Red Bull Flugtag junto à torre de Belém para quem quer ver figuras tristes.
No São Carlos termina o Festival de Flamengo que tem vindo a decorrer desde dia 5.
Bom fim-de-semana

Pacto na justiça (3)

O pacto já teve a virtude de acabar com a cunha. Agora passa a chamar-se quota de mérito.

O PCP e as FARC (2)

Não, não tenho mais nada para dizer sobre o assunto. Mas como já se escreveu tanto sobre isto e os blogs mais distintos estão cheios de sequências numeradas de posts sobre o PC e as FARC que achei não me ficar bem não fazer o mesmo. Por isso aqui está...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Pacto na justiça (2)

Que tranquilizador que é saber que as duas únicas forças políticas que ao longo dos últimos trinta anos se têm alternado no poder, vão pactuar para resolver os problemas que em grande medida criaram. É melhor manter um adequado controlo de expectativas…

E quem é que está com o Gil Vicente???






TODOS!!!

O PCP e as FARC (só para aparecer nas pesquisas)

"Freedom fighters" ou "Terrorists" é a análise qualitativa quanto à essência de alguns grupos, que agora não me interessa abordar.
Independentemente da essência, quem ataca e rapta pessoas, está geralmente a violar leis e logo é criminoso.
Agora a questão do PCP se relacionar, reconhecer ou até apoiar movimentos com estas características só tem paralelo no relacionamento, reconhecimento e até apoio americano a movimentos com estas características, mas de sentido contrário, os quais não me recordo de ouvir o CDS criticar.
Afinal já me apetece abordar a essência, mas não lhes consigo ver diferenças.

Pacto na justiça

E agora como é que o PSD vai resolver aquele problema da arrogância demagogo-propagandística do Governo, se aparentemente até fazem pactos?

Questões pendentes

Como toda a gente (que muito ocasionalmente aqui passa) já percebeu, tornou-se impossível viver no Cacém, a não ser que haja um interesse directo nas obras do Polis, o que acontece comigo.
O meu interesse é mais estético do que financeiro, mas não é de desprezar as maravilhas que podem fazer por uma casa um jardim a 20m, um centro cívico e cultural a 150m e um interface rodo-ferroviário a 400m.
Mas neste tipo de projectos são frequentes as dúvidas e as questões das populações locais que muitas vezes derivam de um desejo deliberado de não se informarem, porque isso anularia a parte mais interessante das obras que é controlá-las e criticá-las até à exaustão.
Não alinho pela bítola que há pouco tempo vinha presente no DN, até porque não ouço barulho durante a noite, além dos carros que passam com música africana ou o Nel Monteiro, os bêbados que como toda a gente sabe têm graves problemas auditivos que os obrigam a falar muito alto, e as acelerações e “ratters” das motas que se comprou mesmo que não haja dinheiro para comer.
Além disso estou genuinamente convencido que só se pode apanhar a quantidade de pó referida pelo DN se porventura se ficar um dia inteiro junto a um qualquer tapume a olhar para um buraco que entretanto se esteja a escavar.
Mas mesmo assim, e apesar de me considerar minimamente informado sobre o projecto Polis, há algo que me começa a intrigar, não tanto pela continua permanência no mesmo local de sempre do edíficio em causa, mas mais pela longa demora na resposta da Polis às perguntas que lhes enviei por mail.


Ora vamos lá por partes. Esta é a minha zona. Aquela parte arborizada à direita foi em tempos o JIP e neste momento está já completamente arrasada. É (se olharem com atenção) atravessada por um ribeiro cujo leito as obras se propõem regularizar. Esta zona vai ser parte substancial do tal jardim que fica a 20m da minha porta.
Do bloco de edifícios de diferentes volumetrias (algo muito habitual no Cacém), assinalados a vermelho, todos já foram demolidos à excepção do que marquei a verde.
Ora aí está o problema. Não querendo ceder à tentação da coscuvilhice que rodeia sempre estas obras, pareceu-me estranho que à volta deste se tivessem demolido todos os edifícios e este se mantenha de pé.
Além de ser um edifício dos antigos TLP que mais parece um bunker, tal é a semelhança das janelas com as do CCB, fica no campo visual da minha janela e a sua manutenção não consta do plano original do POLIS.
Não quero ser alarmista, mas a ausência de resposta da sociedade CacémPOLIS sobre esta matéria começa a preocupar-me.
A continuação deste edifício no actual local prejudica grandemente a prossecução do projecto tal como previsto, porque não permite a regularização do leito de cheias do ribeiro (ribeira das Jardas) e não permite que a rua adjacente venha a ficar ligada ao túnel que vai nascer a norte do ribeiro por baixo da linha do comboio, que se pretende seja um acesso ao novo eixo viário central e daí ao novo viaduto do IC19. Para além de ser profundamente inestético.
Vou continuar a aguardar por respostas a esta matéria

quarta-feira, setembro 06, 2006

Não!!! A sério?

Isto dos presidentes americanos é uma coisa impressionante. São todos uns mentirosos.
Quando uma pessoa está a pensar tornar-se um daqueles americanos primários e apoiar cada inteligente medida vinda de Washington e eles desatam a revelar as mentiras.
Nunca imaginei, mas o Bush é igualzinho ao Clinton.
Afinal o outro teve “sexual intercourse” com a estagiária, e este afinal tinha mesmo prisões ilegais no estrangeiro. Estou chocado. Não se pode confiar nesta gente.

Nacional - Parolismo

O nacional – parolismo agita-se perante a mais que certa possibilidade de os militares portugueses na FINUL ficarem sob comando Espanhol.
Se fosse comando Qatariano, Burkina Fasense, Somali ou nepalês, tudo bem, agora Espanhol é que NUNCA.
É como dar o ouro ao bandido, é como se de repente todas as nossas virgens fossem desfloradas por esses malfeitores que quase se babam ao falar, tamanha é a volúpia dessa gente.
Já fomos grandes e psicologicamente continuamos ligados à realidade do Império. Muito embora muitos de nós não conheçamos mais de Espanha, ou até do resto do mundo, além dos caramelos em Badajoz ou dos casacos de pele em Ceuta (que tb já foi nossa) continuamos a imaginar-nos de um tamanho que na realidade nunca tivemos, fazendo eco do “Minho a Timor” mesmo que isso nunca tenha trazido nada de particularmente útil aos portugueses.
Vivemos colectivamente a "Dor do Membro Fantasma", e isso obriga-nos a tomar posições idiotas sempre que julgamos estar em causa algum aspecto da nossa soberania.
Instigamos políticos à porta de ministérios a responder à questão de quem nos comandará no terreno, e acusamo-los de nos negarem o óbvio quando afirmam ainda não estar nada decidido.
Preocupamo-nos com quem nos comanda no estrangeiro, mas não percebemos quem nos comanda em casa.
O Império finou-se e é bom que nos convençamos disso. O Império Espanhol também se finou e há bem mais tempo que o nosso e talvez por isso mesmo a Espanha é neste momento um país moderno e desenvolvido e a sua ameaça é tudo menos militar.

terça-feira, setembro 05, 2006

Dúvidas?

Se dúvidas houvessem que o interior do Alentejo já não é só paisagem e o Alqueva, organiza-se um festival de música totalmente independente de qualquer festividade local para o provar.

Um apelo à FIFA

As pessoas normais não deviam ser sujeitas ao Prós e Contras. A senhora produz de longe as mais irracionais questões que eu alguma vez vi na televisão, e os seus convidados são sempre da mais fina colheita de anormais.
Depois do triste espectáculo de hoje, resta saber para quando a decisão da FIFA que provoque a irradiação urgente desta gentalha para algo inferior aos distritais.
Para quando Sr. Blatter vamos ter a possibilidade de falar de outra coisa neste país que não seja este absurdo que alguns querem fazer crer que é mesmo importante? Contamos consigo.

segunda-feira, setembro 04, 2006

O adeus de um grande campeão

O regresso ao habitual

De volta a Lisboa e à rotina habitual. É estranho a forma como ir para um local aparentemente perto pode perturbar o nosso dia-a-dia e como subitamente parecemos afastados de tudo e de todos.
Muito embora mantivesse o contacto possível que o horário nocturno e o excesso de trabalho permitiam, não consegui escapar à inevitabilidade de as pessoas mais próximas me imaginarem algures no Botswana.
Setúbal não é assim tão longe, mas faz toda a diferença. Não imaginei que apesar da proximidade com Lisboa desse por mim a não entender algumas pessoas com uma forma de falar fora do registo a que o meu ouvido se acostumou, ou encontrar tão grandes dificuldades para fazer as coisas mais simples que deste lado já esquecemos existirem pessoas com iguais dificuldades.
Não é fácil viver numa espécie de fronteira entre uma realidade interior e um cosmopolitismo muitas vezes de fachada.
É difícil ter-se os mesmos desejos e anseios daqueles que nos estão geograficamente próximo e depois não ter as mesmas oportunidades e as mesmas facilidades.
A experiência valeu pelas pessoas que conheci e a quem desejo os maiores sucessos nesta nova etapa das suas vidas. Para alguns será a oportunidade que ainda não tinham tido e sei que vão fazer os possíveis para que tudo lhes corra pelo melhor.

RTP (memória) - 50 Anos

sexta-feira, setembro 01, 2006

Zapping XXIII

Mais coisas cretinas...

Se a FIFA penalizar a Federação Portuguesa de Futebol e a selecção for impedida de participar em competições internacionais, já não vai haver bandeiras nas janelas?

E ainda dizem que vem aí a retoma... sem bandeiras com pagodes chineses e sem alienação colectiva como é que este país vai para a frente?

Coisas cretinas em resultado de excesso de trabalho

Ando na rua a pé ou de carro a qualquer hora do dia e da noite, e nunca vi um graffiti a ser pintado.
Como é que eles fazem aquelas coisas? Qual é a probabilidade de a uma qualquer noite de uma qualquer dia eu chegar às tantas a casa e atravessar uma zona urbana de Lisboa, Amadora e Sintra e não ver ninguém a fazer graffitis?
Concluí que as paredes, os muros e os painéis que protegem do som nas auto-estradas já são fabricados com graffitis. É uma nova forma de os levar à extinção.
Se todos os locais disponíveis já estiverem grafitados não haverá mais locais onde os grupos possam deixar a sua marca, o que em termos de evolução natural resultará na sua extinção.
É quase como os carteiristas em Barcelona... (private-joke para outras núpcias...)

Suburbano em obras

Vão sempre aparecendo novidades, apesar do tempo não me permitir dar a atenção que gostaria aqui ao blog e que acabe por comprometer o futuro da coisa não dando muita atenção às pessoas que aqui vão aparecendo de vez em quando.

A coisa lá vai andando mais por carolice e por não me querer autorizar a deixar isto a meio para não ficar com o complexo das coisas a meio que muitas vezes afecta a minha vida. E aos poucos aproximamo-nos do segundo aniversário do Suburbano.

Por isso vão haver novidades, mas nos próximos tempos vão haver também algumas obras para dar outro ar à casa. Por isso se eventualmente houver algum link que não funciona ou alguma coisa que aparece fora de sítio, é perfeitamente normal.

Para outras novidades (que o Guronsan, optou por ainda não divulgar) passo a estar a partir de 4 de Setembro com o camarada supracitado no blog As Canções dos meus dias. Blog criado pelo Nuno como uma espécie de banda sonora do dia-a-dia.
Também foi actualizada a lista dos blogs, para uma lista mais extensa embora continuem a estar à parte aqueles blogs com os quais por alguma razão em especial me cruzei mais frequentemente.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Um canal perdido

A RTP continua à deriva. Haja ou não instrumentalização ou reestruturações continua sem um rumo definido que lhe permita "combater" os canais da concorrência. Claro, resta saber se é esse o objectivo...

Eu sou um fã incondicional da série Lost, mas o que é demais enjoa. Enquanto aguardamos o início da 3ª série a RTP está a passar toda a série no primeiro canal a partir das 23h.

De lembrar que já anteriormente o tinha feito com a 1ª série e que toda a 2ª série passou em dois horários diferentes.

Luto depois da violência (2)

"Quando alguém reduz outro a uma única identidade, quando alguém não é mais que Hutu, Tutsi, Sérvio, Croata, Muçulmano, Cristão, Judeu, Americano, Comunista, Anti-comunista... Nessa altura criam-se incríveis diferenças entre os homens e tudo pode acontecer."

quarta-feira, agosto 30, 2006

Continuamos do lado certo do conflito Israel - Hezbollah

Continuamos do lado certo. O envio de uma companhia de engenharia de construção é a mais acertada decisão para um conflito com estas características e onde é difícil perceber quem são os responsáveis senão forem todos.
Uma companhia de engenharia de construção vai ajudar na reconstrução da vida daqueles que foram vítimas deste conflito e por isso mesmo é que a decisão é das mais acertadas dos últimos anos.
Também foi interessante ver Cavaco a afirmar-se como Grande Chefe da chafarica militar, tal como Sampaio com o governo Barroso.

Luto depois da violência

De uma forma geral pensamos sempre nos conflitos em número de mortos. Mortos de um lado e mortos do outro e é essa a forma de fazermos as contas.
A estatística faz o seu papel, contabiliza os mortos de ambos os lados e estatisticamente diz-nos o frio número da percentagem de pessoas mortas em relação à população total, e é desta forma que sabemos quem ganhou. Ou seja, ganha quem mata mais.
Mas não há justiça nas guerras nem na violência em geral. Nem para aqueles que tendo assistido ou participado num conflito conseguiram sobreviver. Desses raramente alguém se lembra.
É como nos acidentes na estrada. Há os mortos e os feridos, e destes últimos os feridos graves que passado duas horas já ninguém se lembra que alguns deles também vão morrer.
O carácter frio e impessoal dos números esquece sempre imensa gente. Os números falam sempre de mortos, às vezes de feridos, e muito raramente de refugiados.
Os números, nunca, mas nunca falam das centenas de milhar que “apenas” se perderam da família, que ficaram com a casa destruída, que ficaram órfãos, que foram violados, ou simplesmente não conseguem dormir sem acordar de sobressalto com o som das bombas a ecoar nos ouvidos. É toda esta gente que tem de recuperar para as suas vidas uma normalidade perdida.
Hoje à noite na :2 às 23:30, vai para o ar “Luto depois da violência” precisamente sobre os pequenos passos dessas pessoas que alguém esqueceu pelo caminho. A não perder.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Isto não é normal


Os disparates que se recebem por mail.
Já tinha isto no meu mail, mas ainda não tinha tido a oportunidade de ler.
Vejam bem a história que os sujeitos propôem a ver se algum papalvo vai na conversa...

Ela está de volta

Quem não se recorda das lições de Edite Estrela na RTP nos idos anos oitenta, quando a RTP estava ainda longe dos objectivos concorrenciais. Edite fazia um programa sobre como os portugueses falavam e escreviam mal e porcamente. O impacto foi enorme e serviu para que gente de todos os quadrantes criticasse a instrumentalização da RTP pelos socialistas.
Hoje os portugueses continuam a falar e a escrever mal e porcamente e a instrumentalização da RTP continua na ordem do dia.
Edite, foi fazendo carreira saltitando entre cargos políticos e mais recentemente foi saneada para Bruxelas.
Agora está de volta com uma rubrica na Rádio Renascença no âmbito do Jogo de Língua Portuguesa. Edite volta ao seu anterior registo e pretende ajudar os portugueses a falar e escrever bem.
Ouvir o programa é como um regresso ao passado.

sábado, agosto 26, 2006

Honestamente não entendo.

Honestamente não entendo porque razão tanta discussão à volta do suposto "caso mateus". Nos Estados Unidos houve um ano em que estiveram quase dois meses para decidir quem era o Presidente e no final escolheram o gajo errado...

quinta-feira, agosto 24, 2006

Devagar, devagarinho...

São sempre boas as iniciativas (tão na moda) de levar a Internet e as novas tecnologias de informação ao interior do país Assim um posto móvel com oito postos de acesso, da EDD, vai percorrer 100 aldeias do Alentejo (distrito de Évora) para combater a info-exclusão nas zonas rurais.
A ideia é desmistificar os computadores para os mais velhos e dar oportunidade a jovens e funcionários públicos de juntas e câmaras municipais de contactarem directamente com as oportunidades que a Internet disponibiliza.
Esta interessante iniciativa da associação de municípios do distrito de Évora, tem pernas para andar e visa criar pontes para que alguns acabem por ganhar algum interesse na tecnologia e acabem por deixar que ela entre nas suas vidas.
Mas é sempre importante perceber que a prossecução destes objectivos só irá ser conseguida com a atracção de investimento que crie emprego real, que fixe os jovens, pelo menos nos concelhos ou distritos, já que às aldeias deve ser difícil.
Ainda assim não há Simplex que resolva o problema. Apesar de começarem a aparecer blogs e várias iniciativas ligadas à internet e mesmo que os jovens alentejanos estejam cada vez mais ligado à rede, as tecnologias de informação vão chegando ao ritmo próprio com que a região é caracterizada... devagar, devagarinho...

Choco Frito


Ingredientes:

- 1 kg. de tiras de choco
- 1 folha de louro
- sumo de 1 limão
- sal q.b.
- pimenta q.b.
- Azeite ou óleo para fritar q.b.
- 1 molhinho de salsa
- 12 dentes de alho
- piripiri q.b. (fac.)

Confecção:
Tempere as tiras de choco com 4 dentes de alho pisados, sal, pimenta ou piripiri e a folha de louro partida aos bocados e o sumo de limão. Deixe tomar gosto cerca de 2 horas. Escorra-os da marinada e passe-os por farinha. Frite-os em azeite ou óleo quente com os restantes alhos com casca. Escorra-os e ponha numa travessa de serviço decorada com pedaços de limão.

É verdade, para aqueles que me são mais próximos não é uma novidade. Mas estou de volta à terra do Choco Frito até ao final do mês. Vou tentar manter a actualiadade, embora em movimento.

Pode ser que aproveite para comer um Choco com o Carlos de Sousa porque homem deve andar um bocado cabisbaixo...

quarta-feira, agosto 23, 2006

As virtudes da propriedade horizontal

O melhor da manhã

O melhor do espectáculo suburbano matinal, são as senhoras de permanente que encostam a cabeça à janela e acabam por adormecer. Quando acordam o cabelo já adquiriu a forma da janela :)

terça-feira, agosto 22, 2006

O Presidente e a Primeira-Dama na "chinchada"

As provas são irrefutáveis.

O Presidente e a Primeira-dama aproveitaram a estadia em Boliqueime para voltarem ao tempo de juventude e roubarem frutos das árvores dos vizinhos.

Aqui pode ver-se claramente o Presidente a roubar fruta de uma árvore que se encontra dentro de uma zona vedada.

A Primeira-dama preparou-se para a ocasião tendo levado um cesto, cuja griffe não foi possível apurar, para receber os frutos "chinchados".

segunda-feira, agosto 21, 2006

Não vale a pena correr

Nunca mais conseguimos acertar. Contínuo a adorar utilizar os transportes públicos. Por razão desconhecida os horários não se cumprem, mas o comboio ao lado já pode seguir a horas. Apesar de o destino ser o mesmo ninguém se lembrou de avisar aqueles passageiros que já estavam à espera noutra gare. Mas que grande surpresa. Não sei é para que se gasta dinheiro em altifalantes estridentes se no final não passa de uma lotaria.

Angústia

Escrevo ou não escrevo? É sempre aquela sensação que nos bate repetidamente na cabeça quando estamos indecisos sobre um post e sobre as implicações que ele pode ter depois de escrito, ou como vai ser interpretado. É como se estivéssemos a parir alguma coisa e a angústia desse parto faz-nos repensar se valerá a pena escrevê-lo.
Depois de se carregar naquele impessoal botão que diz publish post já não se pode voltar atrás. Toda a gente vai poder perceber os meandros do nosso pensamento e a forma como nos vemos ou como os outros pensam que nos vemos. É uma janela indiscreta que se abre cá para dentro, e para a qual não sei se suporto que estranhos espreitem.

Jornalismo vanguardista

"Repórteres de televisão ajudam homem a imolar-se" via A ilusão da visão

Tudo aconteceu na Índia. Jornalistas deram-lhe fósforos e gasolina e depois filmaram tudo.

E ainda pensamos nós que o Expresso inventa factos políticos. Daqui a pouco tempo a comunicação social portuguesa vai sugerir que os portugueses se suicidem da ponte 25 de Abril num derradeiro acto de contestação à politica do governo, ou então uma banca em frente a São Bento com pedras de calçada para o incauto transeunte atirar ao primeiro deputado que venha a sair do parlamento.
Tudo a bem do direito à informação.

São os timings...

Podiam lá os professores ter a possibilidade de gozar as férias em descanso. Que disparate.
Os bons professores não têm mais nada a fazer a não estar sempre alerta para as mudanças súbitas e repentinas que a ministra (que não faz férias e sobre a qual restam duvidas se chega a dormir) pretende introduzir num regime de prontidão que nem nas forças armadas se assiste.
Todos os outros professores (os preguiçosos) foram logo fazer queixinhas à Fenprof que exigiu o prolongamento do prazo a que o magnânime ministério da educação acabou por aceder.
São uns mariquinhas estes professores. Só porque não podiam aceitar em 48h as colocações com a desculpa de estarem com os pés de molho no Brasil.

sábado, agosto 19, 2006

Até doí

"Não vale a pena alimentar ilusões, quando elas não passam disso mesmo. Ilusões."

Luis Figo acerca da possibilidade de terminar a sua carreira no Sporting

Kit: Momentos difíceis

Facts of life

Vai sempre haver alguém que, independentemente da minha idade, quererá ser condescendente e paternalista. Por isso não vale sequer o esforço de tentar entender ou explicar.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Oportunidade perdida

Nunca percebi muito bem a tendência desculpabilizante que este país tem em relação a Marcelo Caetano, protagonizada pela sua filha Ana Maria Caetano, a quem ciclicamente é dado tempo de antena para que possa explanar sobre o carácter afectuoso, familiar, honesto, quase santo de seu pai.
É uma coisa estranha que não acontece por exemplo em relação a Salazar e provavelmente deixará perplexa a minha geração, que nasceu em liberdade, tanto quanto me deixa a mim.
Torna-se difícil perceber onde acaba um e começa o outro e porque razão um deles merece um sentimento de uma certa nostalgia, ou uma certa tolerância.
É como se o homem não tivesse tido tempo para cumprir os audaciosos planos que tinha para levar Portugal no caminho da democracia e do desenvolvimento, mas que outros numa intentona militar irreflectida, cortaram o rumo.
Marcelo não esteve no governo de Portugal durante dois ou três meses, esteve no poder vários anos e teve a oportunidade de capitalizar da esperança popular que os portugueses lhe depositaram naquilo que veio a chamar-se “a primavera marcelista”. No entanto caminhou sempre no sentido do endurecimento das posições portuguesas sobre o ultramar, permitiu a continuação das farsas eleitorais, recusou um estatuto para uma imprensa verdadeiramente livre perdendo a oportunidade de o aceitar quando ele emana da própria assembleia nacional e endureceu a repressão contra estudantes e organizações laborais apesar da alteração de nome da polícia política.
Não é este o caminho de um democrata que sonha e almeja um país melhor para os seus cidadãos.
Houve oportunidade, e ainda que os ultras do regime estivessem sempre particularmente activos aqui e nas colónias, um homem de princípios e de coragem tinha a obrigação moral de os enfrentar, ainda que isso pudesse significar riscos para a manutenção do cargo que anos antes um povo esperançado o tinha visto assumir.
Foi pena não ter sido possível fazer as coisas de outra forma e até faria algum sentido esta tendência desculpabilizante se por acaso a revolução tivesse resultado num horrível banho de sangue, mas isso felizmente não aconteceu.
Os homens são reconhecidos pelas acções que praticam e Marcelo Caetano não esteve a altura do desafio que tinha a sua frente.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Nova vizinhança


E de repente quando já estávamos convencidos que não havia nada de especial neste sistema solar, que não tínhamos vizinhos, pelo menos vizinhos que pudéssemos convidar para jantar, e mudam-nos tudo o que aprendemos na primária.
Querem tirar-nos Plutão despromovendo-o a um qualquer rochedo e promover outros três calhaus (Ceres, Caronte, Xena) a planeta.
Ainda por cima um com nome de sumo espanhol, um metido a auto da barca do inferno e outro com nome de princesa guerreira quase certamente lésbica.
Já nada é como antigamente. Agora quero ver quem é que vai conseguir fixar a ordem dos planetas, como nos habituaram a dizer na escola.

terça-feira, agosto 15, 2006

The Most Merciful

O Suburbano tem o raríssimo prazer de apresentar o blog desse vulto da cultura pacifista internacional.
Dotado de proeminente oratória de paz e concórdia entre os povos, o simpático presidente ahmadinejad do irão, inaugurou um blog igualzinho aos que temos aqui deste lado do mundo.
Certamente também vai ter um link para o Tecnhorati e um contador do Sitemeter. Será desta vez que o Pacheco Pereira e toda a blogoesfera liberal estão tramados?


Num site bem organizado, com um template muito jeitoso (juro aquilo parece mesmo rendas de bilros) o Sr. Ahmadinejad apresenta as suas ideias sobre a (re)organização do médio oriente, ou sobre como libertar esses povos oprimidos do Conneticut ou do Minesotta, tornando todo continente norte-americano numa espécie de Europa, tudo bem retalhadinho.

Na realidade o que o Sr. Ahmadinejad pretende é que os governos ocidentais deixem de ter esse hábito de o tratar como um saloio, até porque ele já tem um blog…



Passa a outro e não ao mesmo

Volta a mania de fazer desafios inter-blogs...
Esta forma rebuscada de tentar conhecer um pouco melhor as pessoas que estão por detrás da escrita que com maior ou menor assiduidade vai aparecendo na blogoesfera, vai sazonalmente, fazendo sucesso.
Parece um pouco aquele tipo de questionários que as miúdas faziam na escola e que passavam aos colegas, em papel com os póneis da barbie ainda a cheirar às borrachas coloridas com que freneticamente tinham apagado aquilo que afinal não queriam dar a conhecer.
Actualmente tenho dois desafios pendentes. Um do Guronsan e outro do David, que a seu tempo espero responder.

Masturbate for peace


Palavras sábias, via A Fonte.

segunda-feira, agosto 14, 2006

De volta

Elas estão de volta com um novo álbum chamado "Drama".
Estes símbolos dos oitenta, voltam como tantos outros, a gravar álbuns que lhes permitam amealhar mais uns cobres com a geração que os viu nascer e que está a atravessar uma crise de identidade.
Pelos menos estas moças continuam a ter bom aspecto, ao contrário da Blondie e mais alguns milagres da cosmética que por aí andam...

domingo, agosto 13, 2006

Ele fala

Ele fala (o que para mim é uma invulgar surpresa, como poderão imaginar) mas os blogs de Boliqueime já estavam a começar a estranhar e a ficar preocupados...
Afinal cavaco tem estado no Algarve. Isso explica porque ninguém o vê desde que apanhou o Alfa há mais de um mês.
Mas também temos de ser honestos, não se passou nada de interessante ou importante em Portugal ou no mundo. Parece que há uma guerra numa zona qualquer distante de Portugal, onde há sempre uma qualquer guerra. Logo é um assunto demasiado desinteressante e banal para se comentar.
Houve tentativas de atentados mais próximo mas isso também já é habitual e nem sequer nos diz respeito.
Ainda mais próximo o país parece estar a arder, mas isso então já é rotina e todos os anos são iguais.
Sem dúvida o Joaquin Cortés tem argumentos mais fortes e só os jornalistas é que não percebem isso e como tal insistiram em sacar uma declaração a ferros.
Mas que grande surpresa que está a ser esta presidência... Se pelo menos todos os problemas financeiros do país já estivessem resolvidos.
Não se incomode o nosso presidente, esta a ser excelente ouvir a música que nos tem dado.

E pronto. Está encerrado o estado de graça que Cavaco teve neste blog desde dia 9 de Março. Os mais atentos irão reparar que não escrevi uma palavra sobre o senhor... E a bem dizer contínuo sem ter nada para dizer...

quinta-feira, agosto 10, 2006

Major Disruption

Sempre a lembrar-nos que o nosso estilo de vida está em risco. O lamentável é que parece que estamos a ficar habituados...


quarta-feira, agosto 09, 2006

Fim de semana fora por menos de 300€

Nos próximos tempos, até porque estamos no Verão e para dar um toque mais leve aqui ao burgo suburbano, vou falar de viagens.
É um assunto que me agrada e fazer umas pesquisas para conseguir os melhores preços é sempre um desafio interessante. Claro que estas coisas não servem para aqueles que como eu já fazem estas pesquisas. No entanto anda sempre por aí muita gente distraída e ocupada a quem pode dar jeito.
Com recurso à Internet e aos seus motores de buscas vou passar a sugerir aqui viagens para fins-de-semana prolongados com custo igual ou inferior a 300€/pax, ideal para viajante não muito exigentes e pelintras como eu, de acordo com os seguintes pressupostos:

Avião ida e volta (ou outro transporte caso aplicável);
Três noites em quarto duplo;
Pequeno-almoço;
O mais perto do centro possível.



A primeira sugestão vai para Madrid, porque a cidade é fantástica e fica perto, embora seja demasiado quente nesta altura do ano. Tem uma grande vida cultural mas também são muitos os locais de descontracção. Para quem se quer divertir é uma cidade essencial.

Datas: 17 a 20 de Agosto

Voo Vueling

17 Agosto
Partida: Aeroporto Portela às 15:35
Chegada a Barajas – Madrid às 17:50

20 Agosto

Partida: Barajas – Madrid às 14:40
Chegada: Aeroporto Portela às 14:50

Preço 139.44€ por pessoa já com taxas.

Estadia: Quarto Duplo com pequeno-almoço no Hostal Persal (Plaza del Angel, 12 / 28012 madrid) a 100m da Puerta del Sol

Preço: 88.5€ por pessoa

Total da viagem por pessoa: 227.94€

Boas viagens
(aceitam-se sugestões de novos destinos)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Objectividade e a imparcialidade de alguns


Este blog está lentamente a ser dominado pelo conflito no médio oriente, mas há nada que eu possa fazer. De qualquer forma vou tentando dividir as questões por aqui e pelo Dolo, onde ainda não escrevi nada sobre este assunto.
Temos assistido a um controlo da informação em ambiente de guerra desde a primeira guerra do golfo, e desde essa altura que os jornalistas são ao mesmo tempo testemunhas e peças essenciais do esforço de guerra.
É a guerra de informação e o interesse de ambos os lados da barricada em influenciar as opiniões públicas uns dos outros, a favor ou contra, à custa dos cadáveres das vítimas, tornou-se comum.
E depois existem todo um sem número de comentadores que ao sabor das suas convicções pessoais analisam e escrutinam o trabalho dos jornalistas e os aplaudem ou então os crucificam.
Uma coisa é certa, nunca têm a objectividade que exigem aos jornalistas que analisam.
Márcia Rodrigues (na foto) e não pela condição de ser minha familiar afastada (sim é verdade, mas eu nem conheço pessoalmente), pelo que me é dado ver está a fazer um excelente trabalho, dentro das condições possíveis durante um conflito com estas características.
Márcia está a fazer a cobertura da ofensiva israelita, com base na cidade de Haifa, e no meu entender tem demonstrado a isenção e independência a que um jornalista está obrigado.
Pode ser uma nuance, mas Márcia Rodrigues ainda não entrou no Líbano porque para isso a RTP tem correspondentes do outro lado da fronteira como até há uns dias o José Rodrigues dos Santos, que se colocou em situações particularmente dificeis nas àreas controladas pelo Hezbollah e sobrevoadas pela aviação israelita.
Acusar esta jornalista de ser porta-voz do exército israelita, de estar a ser paga divulgar os filmes de propaganda Israelita entre outros mimos, apenas revela uma total cegueira e autismo em relação ao trabalho que a jornalista tem vindo a fazer.
Tenho assistido às suas intervenções em directo de Haifa quase todos os dias e não consigo compreender como é que alguém que faz o jogo dos israelitas relata diariamente as dificuldades do avanço das suas tropas, revelando a fortíssima resistência que o Hezbollah está a oferecer.
Inclusivamente, Márcia Rodrigues já disse que "o disparo incessante de artilharia pesada para território libanês apenas pode significar falta de eficácia em atingir alvos do outro lado da fronteira". Não me parece que este tipo de observações revelem parcialidade.
A guerra da informação pode ser feita por aqueles que têm interesse em manipulá-la, mas não deve ser feita por outros que com base na falta de objectividade das suas opiniões pretende confundir a opinião pública.

Palavras... Leva-as o vento...

A ONU divide-se em países fortes e países fracos. Em países com maiores ou menores tendências imperialistas ou candidatos a grandes lideres regionais que quase sempre fazem depender da força das espingardas a suposta estabilidade que dão às suas regiões.
A ONU que cada vez mais se assemelha à extinta Sociedade das Nações, revela que tudo se decide sem qualquer base de legitimidade legal, mas sim ao sabor dos acordos tácitos entre países de acordo com os seus interesses políticos e muitas vezes económicos.
É o caso da necessidade ou não de um cessar-fogo no conflito que opõe Israel ao Hezbollah, uma vez que apesar de bombardeado o Líbano não está em guerra.
Todos se dividem num matagal de palavras com segundos sentidos, para não criticarem abertamente Israel que combate, (aparentemente de forma legitima na versão americana) uma milícia que chama de terrorista.
Americanos, com a política que conhecemos e Franceses, tradicionalmente pró-árabes decidiram (sim, decidiram sozinhos) um acordo de cessar-fogo para o conflito e esperam que os israelitas (que fazem sempre uma interpretação muito lata das resoluções da ONU) e o Líbano aceitem... Mas espera lá, o Líbano não era aquele que apesar de bombardeado não faz mesmo parte desta guerra?
Pois é, como é que alguém pode considerar que uma proposta de cessar fogo pode ser "contratada" entre um dos lados do conflito que têm vindo a bombardear um país estrangeiro que na prática invadiu e um lado que é vitima dos mais bárbaros bombardeamentos apesar de não ter, até ao momento, disparado um único tiro?
Mais, como é que é possível que esse lado aceite um cessar-fogo que assente numa lógica de ocupação do seu território por uma força estrangeira invasora, que substitua a milícia extremista que já domina esse mesmo território onde não se faz sentir qualquer autoridade do estado?
É um disparate pensar que a solução do conflito pode passar por forçar um cessar-fogo sem que nele participe um dos intervenientes só porque o outro interveniente e os sofisticados e avançados estados democráticos ocidentais não considerem a possibilidade de negociar com terroristas.
Sem querer fazer juízos de valor recordo aqui as palavras de George Galloway (polémico parlamentar britânico) que ontem dizia que "o terrorismo é uma questão de ponto de vista. Um terrorista para uns é um combatente da liberdade para outros."

sexta-feira, agosto 04, 2006

Já estou no fim de semana

Como os meus amigos imaginam, depois disto é impossivel escrever, trabalhar ou pensar o que que quer que seja.
Por isso, bom fim de semana.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Olha a ganza fresquinha!!

Pensarão os meus amigos: Mas que raio faz esta senhora tão catita, numa auto-caravana tão jeitosa nesta foto aqui ao lado? Se calhar vai para o Algarve.... Mas não.

Ontem recebemos a confirmação de toda uma nova utilização para as auto-caravanas.

Um prestável português preparava-se para passar o tempo em que todos nós gozamos as nossas merecidas férias, a trabalhar arduamente correndo o país de lés-a-lés, qual caixeiro-viajante a oferecer os seus préstimos um pouco por todo o lado.

Na sua auto-caravana abria o tejadilho e uma pequena estufa alimentava de sol as pequenas e frágeis plantas de cannabis que depois de transformadas e acompanhadas daqueles cogumelos mágicos, vendia aos sequiosos jovens das raves que abundam nesta altura do ano.

A PJ não compreendeu o alcance do serviço social e do esforço deste português e atirou-o para os calabouços em prisão preventiva.

Que tristes que vão ser as raves e os festivais de verão.

Os perigos de uma alimentação equilibrada

O tempo certo

"Apanhei um táxi para o Largo da Misericórdia. Ela queria jantar no Último Tango, um sítio onde não me apetecia muito ir porque da última vez que lá tinha jantado devia ter 20 e poucos. O pior sítio onde marcar aquele jantar seria um lugar de elevada potencialidade nostálgica e era o caso do Último Tango. Maça-me pensar na quantidade de pessoas com quem eu jantava ali e agora já não janto nem ali nem em parte nenhuma.

Talvez a nossa relação devesse ter parado aos 20 e poucos. Há uma época para tudo. A sociedade moderna está disponível para conviver com a fragilidade das relações amorosas, mas compreende pior que alguém já não possa ver um amigo à frente. Na quarta-feira, eu tinha que estar preparada para ter que a ver à minha frente, pelo menos uma última vez. Quando ela chegou, disse-me: "Atão?"

quarta-feira, agosto 02, 2006

Zapping XXII

Cai Fidel, cai a revolução


É essa a esperança que abunda do outro lado do golfo do México, apesar de nos últimos anos a ilha de Fidel ser mais um espinho que uma ameaça concreta.
Bush só espera uma boa oportunidade para se vangloriar pelo sucesso do anacrónico bloqueio a Cuba, até porque deve ser a única pessoa no planeta que acha que ele continua a fazer sentido.
Mas a que preço ocorrerão transformações democráticas em Cuba? Não é fácil saber. Raul Castro é constitucionalmente o sucessor de Fidel, por mais absurdo que nos possa parecer. Ou seja, na eventualidade da saída de Fidel por doença ou até por morte, o actual quadro constitucional cubano e o Partido Comunista mantêm-se, e não parece ser clara a vontade de mudanças bruscas na organização do poder político.
Raul Castro além de irmão do líder da revolução cubana, é o ministro da defesa de um exército bem organizado e motivado, apesar da falta de recursos, e o responsável em grande parte pelo fiasco americano da baía dos porcos. Raul também controla os comités de defesa da revolução que como se fossem pequenas associações de moradores, que controlam e protegem cada bairro e cada rua do perigo dos dissidentes, existindo mesmo quem considere que estes comités e Raul são quem governam efectivamente o país.
Castro Júnior (mas não muito, tem 75 anos) é um conhecido defensor do modelo chinês de capitalismo económico e das suas características de linha dura contra dissidentes, e se esse for o caminho que pretende abrir após a saída de Fidel, então os cubanos ainda vão ter de esperar muito pelas liberdades políticas que há muito anseiam.
Uma coisa é certa, devido às características próprias do povo e da situação em que se encontram, é pouco provável que a solução venha do exterior ou até dos cubanos exilados em Miami, mas sim do interior do país onde ao longo dos anos muitos têm lutado por um socialismo democrático em liberdade.

terça-feira, agosto 01, 2006

Mais um tropeção...

Jogo perigoso

Tendo em conta a pontaria das armas israelitas nos últimos tempos, que inadvertidamente atingiram um posto da ONU à décima vez e um edifício de habitação cheio de refugiados, então é capaz de ser perigoso tentar atingir um posto fronteiriço libanês com a Síria...
Nunca se sabe quando uma bomba inteligente fica subitamente estúpida...

segunda-feira, julho 31, 2006

A cartilha do bom comportamento

Há algum tempo atrás tive oportunidade de falar aqui da estranheza que me causava o comportamento de alguns ocidentais em terras que não as suas, e mais concretamente do jovem cineasta português fumador de ganzas no Dubai. Também já por uma vez no Dolo falei também sobre este assunto na vertente do português (entretanto regressado da prisão em Oman) que acusa tudo e todos de nada terem feito por ele... apenas o avisaram que seria preso se insistisse em embarcar com destino ao médio oriente...

Disse então: "O que Ivo Ferreira pretende é que o Governo Português faculte informação dos países onde os portugueses se podem drogar à vontade. Não fosse o alheamento do Ivo da realidade (tão característico em artistas para quem tudo o resto que nós os comuns mortais fazemos é um bocado trivial e irrelevante...) e teria preparado devidamente a sua viagem com a consulta na Internet à página do MNE - Informação aos viajantes, onde indica claramente e há bastante tempo que o "consumo de estupefacientes é fortemente punido" no Dubai."

Hoje o ministério dos negócios estrangeiros através da secretaria de estado das comunidades, divulgou uma iniciativa que julga vai pôr cobro a este tipo de situação hedionda em que portugueses, que toda a gente sabe são uns tipos pacholas e que só se querem divertir são maleficamente perseguidos pelos seus hábitos naqueles países, os quais quase não conseguimos pronunciar o nome.
Um pequeno caderno do que os portugueses podem e devem fazer no estrangeiro. Uma lista dos direitos e deveres dos portugueses quando viajam (preferencialmente em lazer) do qual será distribuído 1 milhão de exemplares nos aeroportos.

Mais uma boa iniciativa em que o Estado se substitui à capacidade dos seus cidadãos de se organizarem sozinhos.
Melhor seria que o dinheiro fosse investido em proteger portugueses que são escravizados por exploradores sem escrúpulos noutros países da União Europeia, em vez de esclarecer aqueles que têm poder de compra para irem para a praia numa qualquer estância balnear de um pais em vias de desenvolvimento.

Tudo sobre rodas




Nada de alarme público, afinal lá para Fevereiro ou Março de 2007 vai estar tudo pronto...

domingo, julho 23, 2006

sábado, julho 22, 2006

Dedicatória de uma afilhada de 16 anos

Por muitas voltas que dês à cabeça, nunca vais compreender a vida! Umas vezes estás zangado e até dizes: porque raio é que eu vim a este mundo?! Então nessa altura choras e achas que ninguém te compreende, mas às vezes esqueces-te que tens pessoas que gostam de ti, não por aquilo que tu faças ou deixes de fazer, mas sim, pela pessoa maravilhosa que tu és. Então ainda pensas duas vezes e dizes que a vida é bela, basta sabermos aproveitá-la da melhor maneira. Podes dizer ou pensar que já estás cansado de tanto lutar e fazer pela vida praticamente sozinho, sem teres ninguém que te ajude, mas não desistas de lutar porque Deus é grande e um dia vai chegar a tua vez de sorrires. E eu estarei lá contigo.

sexta-feira, julho 21, 2006

Extra

Já é oficial... neste momento já tenho 31 anos.

Oh Sr. Presidente, isso são sapatilhas?

Não conheço a Madeira, nem sequer ligo muito à sua vida politica por manifesto desinteresse em festivais.
Começo a perder o interesse em conhecer a ilha onde reina o Alberto João. No final de contas as pessoas que lá vivem são co-responsáveis da sobrevivência politica do dito e por isso algum defeito devem ter.
Será possível que naquele penhasco perdido no meio do atlântico, mais africano que Europeu, não pode haver politica a sério?
Esta semana foram as sapatilhas e as t-shirts dos jornalistas. Esses malfadados responsáveis de quase todos os males de que não se possa culpar directamente os políticos, são novamente visados pelo governo regional e mais concretamente pelo parlamento (ou lá o que eles quiserem).
Memória curta a de Alberto João, até porque toda a gente sabe bem como ele gosta de andar de cuecas bem carnavalescas (ou qualquer outro traje) lá pelas ruas do Funchal.
O parlamento da Republica (como eles gostam de dizer) devia criar uma lei aplicável às ilhas sobre a indumentária dos titulares de cargos políticos.
É uma lógica irrefutável, se os jornalistas não podem entrar com calças de ganga e sapatilhas, é perfeitamente aceitável que os titulares de cargos políticos não possam exibir-se em trajes menores em qualquer zona das áreas que os elegeram. Afinal é esse o seu local de trabalho.
Assim, Alberto João só poderia andar vestido de troglodita em cuecas, nos corsos carnavalescos em Portugal continental ou no estrangeiro.
Acredito que faria um sucesso tremendo no sambódromo do Rio, onde também brilham politicos brasileiros do mesmo nível e craveira do Alberto João.

quinta-feira, julho 20, 2006

Um absurdo geo-estratégico

O estado de Israel perdeu há muito a simpatia que tinha na sequência dos momentos dramáticos que lhe deram origem e hoje em dia e mais um estado tão estúpido como outro qualquer.
A história repete-se e não querendo fazer juízos de valor sobre as partes em conflito, até porque estou convencido que estão todos muito bem acompanhados na sua própria mesquinhez, o estado de Israel tem tratado os palestinianos nos territórios que se arrogou o direito de ocupar como se de judeus na segunda grande guerra se tratassem.
Apenas falta um plano para a exterminação selectiva de palestinianos em câmaras de gás, porque ela já ocorre em bombardeamentos selectivos a órgãos dirigentes de organizações mais ou menos militares, mas também no bombardeamento de edifícios de instituições democraticamente eleitas. Nem sequer falta um bom ghetto, proporcionado por um tão jeitoso muro com seis metros de altura que separa o estado de Israel desses maléficos palestinianos.
É impossível compreender as intenções dos israelitas nas recentes iniciativas militares em Gaza e no Líbano.
Só à luz de uma hipocrisia sem limites é que se pode compreender que nunca foi intenção dos dirigentes israelitas dar autonomia ao proto-estado palestiniano e ao mesmo tempo respeitar a independência dos estados vizinhos. É como dar uma no cravo e outra na ferradura. Depois de anos de ocupação da faixa de Gaza e do sul do Líbano, demo-vos a autonomia que pretendiam e como não arrumaram a casa sozinhos, nós temos de ir aí dar-vos uns acoites, qual pai tirano.
Não consigo entender como se pode querer resolver uma crise aniquilando os possíveis interlocutores no terreno, como por exemplo bombardeando os escritórios do primeiro-ministro palestiniano assim como de diversos ministérios. Obviamente o objectivo não é discutir o que quer que seja com os palestinianos. O objectivo é disparar primeiro e depois esperar que haja uma resposta na volta do correio que na sua ausência se pretende acreditar que o silêncio representa resistência.
É quase tão estúpido como a desproporcionalidade da intervenção em Gaza e no Líbano, tendo em conta o rapto de três soldados israelitas (um em Gaza e dois no sul do Líbano).
Estes podem muito bem ter sido mortos, pelos bombardeamentos da aviação israelita aos edifícios do Hezbolah o que torna a sua libertação impossível. É uma pescada de rabo na boca. Israel pretende a libertação de soldados raptados que entretanto pode ter matado e aniquila todo o hezbolah impossibilitando que alguma vez alguém lhes responda, perpetuando assim a intervenção militar.
E depois existe o G8 (nem vale a pena falar) e o Durão Barroso que defende que uma solução só pode ser encontrada através de conversações dos intervenientes no médio oriente. Ora quem é que o José Barroso está pensar?? No governo libanês? Nos corpos dos dirigentes do hezbolah?? Só pode…
Como é que é possível e defensável que se estabeleçam negociações entre partes em conflito em que existe uma total desproporção de capacidade militar entre os dois lados? Só se o José Barroso pretender que o governo libanês ceda voluntariamente o governo do país a Israel para que este livremente pesquise casa a casa e se livre dos militantes que pretendem liquidar.
No meio disto tudo há umas bocas à Síria e ao Irão e os israelitas parecem estar mesmo a pedi-las. Se porventura estes dois países se envolvem neste assunto é provável que Israel aprenda uma lição da pior forma possível.
É um absurdo geo-estratégico de proporções bíblicas voltar a acirrar os ânimos nesta zona do globo só por causa de meia dúzia de incidentes fronteiriços.

domingo, julho 16, 2006

sexta-feira, julho 14, 2006

Será?

Será que eu sou um conformista só por saber que em mês de férias vai sempre avariar-se um electrodoméstico?

quinta-feira, julho 13, 2006

Erótico

Começa esta noite o Salão erótico de Lisboa. Salão é capaz de não ser a melhor palavra para definir o evento, de qualquer forma a ideia parece que resultou no ano passado e aqui estão novamente para ajudar os mais aficionados e admiradores da "arte" erótica a fazer as melhores escolhas para momentos de prazer ou simplesmente tirarem uma foto para a posteridade com os bisnetos da Linda Lovelace ou do John Holmes...
A imaginar pelo evento que se realiza em Barcelona, e qualquer dia já não há vagas nos hotéis de Lisboa sempre que se realizar o Salão...

quarta-feira, julho 12, 2006

O dedo que adivinha II

O meu dedo que adivinha descobriu que o Governo ia fazer os possíveis para manter a Opel na Azambuja.
Aliás faz todo o sentido. A fábrica está em Portugal vai para 40 anos, empregou famílias inteiras da região, conta actualmente com 1100 trabalhadores directos, alimenta vários milhares de famílias que indirectamente beneficiam dos negócios que se desenvolvem à volta de um empreendimento destas dimensões e é responsável por 0.6% do PIB.
Mas aparentemente o Governo não fez tudo o que devia. Não pagou à Opel um subsídio especial de formação por cada carro que saísse da fábrica e incrivelmente não se propôs a comprar a totalidade da produção da unidade só para que ela não fechasse.... Escandaloso.
São perfeitamente justificadas todas as acusações que no futuro a oposição e os trabalhadores vierem a fazer ao Governo (é outra vez o dedo que adivinha).
Mas numa nova extraordinária premonição do meu dedo adivinhador, a deslocalização de multinacionais que trabalham em Portugal atingiu um ponto de viragem com esta saída da Opel.
Pela primeira vez, uma empresa admite que vai embora ainda que em termos de produtividade e qualidade se tenham registado aumentos significativos nos últimos anos. Nada voltará a ser como dantes. Antes as empresas fechavam precisamente porque não eram produtivas, os produtos não tinham uma qualidade distintiva para o mercado e porque eram caras e pesadas (na maior parte das vezes mal geridas).
Agora isso vai deixar de ser argumento porque até já as produtivas e com qualidade se querem ir embora.
Mas então onde é que está o problema? Teremos de pagar directamente para que eles possam ficar? Então se calhar no final de contas se com todos os subsídios, apoios à formação, benefícios fiscais e outros expedientes continua a não ser suficiente então é melhor pensarmos seriamente se este tipo de investimento estrangeiro se justifica.

segunda-feira, julho 10, 2006

The End

E pronto acabou-se. Como é que vamos sobreviver sem intermináveis horas de futebol e análise pós-futebolistica na televisão? Como é que vamos sobreviver sem o ardor patriota do último mês?
Enfim... vamos tentar. Vamos lavar as bandeiras e arrumá-las, porque 2008 está quase aí e as coisas até nos correram bem.
O balanço é positivo e apesar de tudo o que se tem escrito, o país não entrou em histeria colectiva em nenhum momento, ou melhor, tivemos uma histeria aceitável. Nem sequer no regresso da selecção, que ao domingo proporcionaria grandes passeios por Lisboa em apoteose, se verificou e ao fim de duas horas já estava tudo despachado. Já os canais de televisão, esses sim, estiveram perto do orgasmo.
Portugal bateu-se com os melhores, venceu com uns e perdeu com outros. Essa é a única lição que esta campanha nos pode dar. Portugal pode não ser o melhor mas bateu-se de igual para igual com os melhores e deveria fazê-lo não só no futebol.
Ah... Parabéns à Itália :)

sexta-feira, julho 07, 2006

A Barca do Guadiana


















Ainda à relativamente pouco tempo falava aqui dos passeios à barca e volto agora a abordar o tema, porque numa agradável surpresa nestes blogs de Moura que começaram a aparecer aqui na barra do lado, o jornalista Fernando Madrinha escreveu uma interessante crónica sobre como Moura era em Outubro de 1962, na revista Alentejo - Terra Mãe.

Clicar nas imagens para ler ou aceder A Patada.

Coluna Vertebral

Confesso que até gostava do Freitas mesmo quando discordava dele.
Isto sem gente como o Freitas, começa a ser cada vez mais ocupado por tecnocratas sem piada nenhuma, que nunca dizem nada de jeito sem perguntarem aos assessores como vai ficar a sua imagem nas sondagens. É uma profunda seca.
Ao Freitas pelo menos ninguém punha a pata em cima. Inconveniente, controverso e por vezes arrasador mesmo para com o próprio governo em que participava.
Muito diferente do amorfismo característico dos ministros dos últimos 20 anos em que parece que o cérebro começa imediatamente a perder capacidades, mal assinam o documento da tomada de posse.
Um bom ministro hoje em dia quer-se acrítico, apolémico e pau mandado. E depois se a coisa correr mal pode sempre apontar-se-lhe o dedo e mandá-lo pastar.
Freitas estava marcado para sair até porque não era compatível com o resto do governo. Tornou-se demasiado visível para poder continuar.
Aparentemente está mesmo doente e é mesmo impossível ser MNE com problemas de coluna, mas essa foi apenas a desculpa que Freitas precisava para se livrar de Sócrates, cujo politicamente correcto já não suportava. Este ultimo agradece os problemas na cervical e vai mudando aos poucos a coluna vertebral do governo.

quarta-feira, julho 05, 2006

C'est une merde...

Bamos lá Cambada


Na melhor das hipóteses este será um país em festa até domingo, e nessa altura jogadores e bloggers arrumarão as botas pelos menos por mais dois anos, até à data em que se desfraldarem novas bandeiras nas janelas.
O futebol é o futebol e não vale a pena tentar ser particularmente racional. Eu nem sequer gosto muito de futebol e nem sequer tenho paciência para aqueles jogos do Tirsense com o Rio Ave, nem imagino que alguém consiga ver este tipo de jogo até ao final.
Muito se falou sobre nacionalidade e sobre orgulho, ou sobre a forma como selecção e país se confundem ou, como eu imagino, não se confundem.
De qualquer forma isto tudo passará em breve, com taça ou sem taça, e todos poderemos voltar às nossas vidas normais e todos os furiosos comentadores liberais podem voltar a brilhar até porque não necessitam de partilhar o seu espaço com o Deco, o Figo ou o Cristiano Ronaldo.
E quando todos voltarmos à nossa vida normal iremos perceber que um mês de alienação, afinal não fez assim tão mal.
Nesta altura é importante celebrar os portugueses que um pouco por todo o mundo, mas principalmente na Alemanha deram cor ao campeonato, com o verde, vermelho e amarelo nacionais, de forma divertida e civilizada, fosse com garrafões, com proeminentes bigodes e barrigas ou com sardinhas e chouriço. Num derradeiro esforço de apoio popular à tarefa de hoje dos nossos jogadores contra aqueles "demoníacos" gauleses, que esperamos não possuam a famosa poção mágica do Asterix, resolvi reconfigurar a nossa bandeira como ela popularmente deveria ser. Manjericos e cravos vermelhos acompanhados dos nossos habituais símbolos...
Boa sorte para a Selecção.

Os amigos do Irão

terça-feira, julho 04, 2006

A inveja é uma merda

"Maybe is injured of his mind" é a frase que acabo de ouvir do repórter da Sky News sobre a conferência de imprensa de Scolari em que o Seleccionador aceitou que lhe fossem colocadas questões por todos os órgãos de comunicação mas apenas aceitou responder na sua língua materna e não em Inglês como pretendiam os repórteres no local.

No mínimo é indelicado forçar alguém a responder numa língua que não domina e que não é a sua. Mas é certamente arrogante forçar alguém a expressar-se numa língua que não a sua que por acaso é a sexta língua do planeta, mas num idioma que não se encontra actualmente representado em qualquer equipa ainda presente no mundial.

Para inglês ver


A imagem parece revelar uma grande harmonia entre Franceses que celebravam a vitória sobre o Brasil, e os Portugueses que tinham acabado de arrumar os Bifes.
O momento é bonito, até porque existem na capital da França multicultural cerca de um milhão de portugueses. O problema é que enquanto aqui se festejava de forma relativamente normal, em Nice dois emigrantes portugueses eram baleados por um descontente francês sensível ao ruído.
O futebol, aparentemente justifica tudo, e apesar de já ter dito por aqui que considero (de repente veio à memória a imagem do jogo com a Holanda...) este tipo de competições como o equivalente moderno e civilizado das batalhas da idade média, talvez por isso mesmo, o desporto continua a transportar uma certa violência que as condições sociais em cada momento se esforçam por agravar.
É indesmentível a comichão que provocam, nalguns sectores, as bandeiras angolanas e brasileiras em Portugal, as bandeiras portuguesas em França, no Luxemburgo, ou em Inglaterra, assim como a forma como as comunidades imigrantes utilizam as bandeiras e as respectivas equipas de futebol como se fossem armas de arremesso contra as políticas de integração dos países em que optaram por se fixar.
A juntar a tudo isto, uma violência própria das zonas suburbanas onde reina a falta de oportunidades e de qualidade de vida dos locais e dos jovens descendentes de segunda e terceira geração de imigrantes, e temos um barril de pólvora pronto a explodir sempre que o futebol permita festejos.
Tudo bem regado com milhares de litros de cerveja e tudo acaba quase sempre em agressões físicas violentas e gratuitas, destruição de propriedade privada e dezenas de detenções. Tudo bons rapazes, que muito embora possamos gostar muito de futebol não devíamos permitir que dirigentes, jornalistas, jogadores, árbitros e treinadores tornassem o desporto numa grande batalha.

segunda-feira, julho 03, 2006

Gestão de expectativas



Posso dizer que conheço bem a margem esquerda do Guadiana. Aliás a minha própria infância confunde-se com a interminável história da barragem do Alqueva. Muitos foram os feriados e dias santos em que se caminhou ao ex-libris da região ou à barca (local onde anteriormente funcionava uma barca antes de haver ponte), simplesmente para ver a paisagem ou para ver a água que entretanto galgava o paredão que por lá tinha ficado. Sempre houve muitas expectativas sobre o papel da barragem no desenvolvimento local e muito especialmente sobre o seu impacto na alteração dos hábitos agrícolas para culturas de regadio. Como sempre muito se discutiu. Se devia construir-se, que cota deveria ter, se era possível salvar a aldeia da luz, se os morcegos iam sobreviver ou se era possível manter a qualidade da água. Mas de qualquer forma ela lá está a formar o maior lago artificial da Europa porque não gostamos de fazer as coisas por menos. E geralmente é destes grandes projectos que vive o Alentejo e em particular a margem esquerda do Guadiana, que por razões de geografia parece mais pertencer a Espanha que a Portugal.
O tempo passou, aos poucos vai construindo-se o conjunto de mini barragens que irão complementar o complexo de Alqueva mas é já claro que as expectativas que existiam nunca poderão ser correspondidas.
Sempre fui um “velho do Restelo” perante as expectativas da minha família quanto ao aumento do emprego, a dinamização da economia da região ao nível dos serviços que supostamente Alqueva traria. Sempre disse lá pelos “Alentejos” que a maioria dos empregos na construção da barragem não seria para pessoas da região, que os trabalhadores imigrantes que a iriam construir iam passar metade do tempo em barracões com ar condicionado instalados pelas empresas subcontratadas e que os engenheiros não eram suficientes para encher os cafés e restaurantes de Portel, Alqueva e Moura. E que no final tudo aquilo acabaria por ser alimentado por uma equipa de profissionais altamente qualificados mas em número bastante reduzido devido à tecnologia associada ao projecto. E assim foi.
Agora surgem alternativas ao Alqueva e o maior projecto de energia fotovoltaica do mundo a situar em Serpa, mas também a fábrica de painéis que é suposto vir a instalar-se em Moura.
Destes projectos o único que poderá ter um impacto maior na vida dos alentejanos são as 16000 camas previstas para o Alqueva. O projecto da central fotovoltaica, ainda que benéfico no aproveitamento de recursos naturais que o país tem em abundância vai ser, após a sua construção, gerido de forma praticamente automática e por profissionais altamente qualificados. Os tais que tanto faltam no Alentejo. A fábrica nem sequer é falada no press release da empresa mas tem passado de boca em boca em Moura e não se pode dizer que seja uma realidade se porventura o custo de produção destes painéis for inferior noutras paragens.
Restam as 16000 camas de Alqueva. Estas só serão viáveis se for possível manter a qualidade da água a níveis aceitáveis para a prática de um turismo de qualidade, mas ainda assim estamos longe de se poder garantir essa qualidade a longo prazo.
De qualquer forma este projecto é o único que poderá resultar na fixação de pessoas às suas localidades, evitando uma cada vez maior desertificação do interior alentejano na medida em que cria emprego real e a longo prazo.
São razoáveis as questões levantadas pêlos ambientalistas quanto à dimensão do projecto. Ninguém esperava que aquela zona onde estavam previstas 450 camas passasse subitamente a comportar 16000. No entanto e como em tantas coisas neste país importa saber o que se pretende em termos de desenvolvimento do interior, se de facto se pretende alguma coisa.
Se não é possível ter expectativas sobre a agricultura, se não é possível ter expectativas sobre a fixação de indústrias a custos rentáveis, então que futuro se pretende para o interior e para os que lá vivem?
Provavelmente o turismo pode ser uma solução, até porque no Alentejo o sector terciário tem tido um aumento muito considerável na comercialização de bens de outras paragens que não o Alentejo.
O turismo pode ser uma solução porque é imperioso que o Alentejo crie riqueza por si e porque ainda é possível exigirmos que nesta zona haja um turismo de qualidade, compatível com as pessoas e com o ambiente que resulte num aumento da qualidade de vida de todos.
Tenho em crer que os alentejanos saberão agarrar as oportunidades que lhes vierem a apresentar e irão dar o melhor de si para o sucesso da região.



Nota: Após ter escrito este post tomei conhecimento que a fábrica dos painéis solares se situará em Oliveira do Bairro e em Moura existirá uma central de energia solar fotovoltáica maior que a de Serpa com a dimensão de 100 hectares. Claro que nesta como em outras questões a informação nem sempre é clara...

quinta-feira, junho 29, 2006

Pois...

... eu sei que já estão fartinhos de me "ouvir" dizer isto, mas final de mês corresponde sempre a serviços minimos aqui no blog...
É a vida, e a bem dizer não se tem passado nada de realmente interessante neste país...

terça-feira, junho 27, 2006

Bolas pá...


Já não vai dar para apanhar os espanhóis nas meias finais... vai ter de ser o Brasil ...