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segunda-feira, julho 09, 2007

7 e picos

Isto é que foi uma semana em cheio. Quem diria que um 7, um simples 7, daria pano para mangas. Confesso que desconhecia esta simbologia em relação ao número e em relação a qualquer outro número. Certamente uma resistência absurda da minha parte a este tipo de esoterismos simbólicos. Mas enfim, isto foi festa rija.
Casamentos por todo o lado na esperança vã das noivas que os noivos se lembrem da data do seu casamento, nos próximos 50 anos em que esperam estar casadas. Maravilhas com fartura por Lisboa e recordar a importância do ambiente pelos 7 (outra vez) continentes. Tudo coisas importantes, umas mais que outras, e dessas a questão do ambiente impõe-se.
Nada de alarmismos, mas é urgente atalhar caminho para uma solução global quanto às alterações climáticas, que envolva todos sem excepção, sob a forma de um tratado ou de qualquer outra obrigação.
O principal problema da humanidade é ver o ambiente na perspectiva de quem não possui mais do que uns oitenta e poucos anos de vida (e isto já é puxando a média muito para cima). Dessa forma não conseguimos, ou poucos de nós conseguem ter a imaginação de ver o que resta depois da nossa partida e qual o impacto da nossa estadia por cá, até porque já não estaremos cá…
E dessa forma é sempre difícil instituir regras sobre o que fazer que não passem sobre o imediatismo do presente e quando vamos tentar fazer alguma coisa, já vai ser tarde demais.
Nada de alarmismos. O planeta não vai acabar. Vai acabar por se autocorrigir, dando lugar a novas realidades. Novos desertos, novas florestas, novas glaciações, novos oceanos e novos continentes. Mas isso tudo nós já sabíamos. Vão morrer muitos seres humanos pelo caminho. E então? Já nos divertimos a matar-nos uns aos outros muitíssimo mais do que qualquer catástrofe ambiental. A grande maioria, senão a totalidade dos que sobreviverem vão ter de se adaptar como sempre fizeram ao longo dos tempos a novas realidades. A novas roupas, a novas casas, a novos locais para habitar, a novas alimentações, talvez a menos variedade e fartura. O planeta não é, nem nunca foi uma realidade estática e é inevitável que nós somos demais e exercemos sobre o planeta demasiada pressão, que tem de ser resolvida de alguma forma.
Ora se o planeta aquece demais, o próprio planeta se encarregará de o fazer arrefecer novamente. Claro está que isto é coisa para uns milhões de anos e não conseguimos imaginar como será daqui a 100 anos quanto mais daqui a um milhão de anos,
Mas optimismo acima de tudo. Já passámos (em princípio) o perigo da auto aniquilação nuclear que era uma realidade bem mais rápida e mortífera e mais rápida do que o aquecimento global, mas isso não deve desresponsabilizar-nos do trabalho que está pela frente.
O Ambiente e a sua protecção só terão algum tipo de sentido na medida em que forem um negócio. Caso contrário, ninguém se importará particularmente com ele.
Eu já participo reciclando papel, plástico e vidro que depois uma empresa, a cair para algo entre o municipal e privado, recolhe e faz dinheiro para os seus accionistas, quando ainda por cima eu tenho de pagar uma taxa para tratarem os meus detritos. Mas tudo bem.
Eu até estou contente com a possibilidade de ter um contador bi-horário, já troquei as lâmpadas todas de casa para lâmpadas baixo consumo, Só lavo roupa à noite e com a máquina cheia e uso a quantidade certa de detergente, regulei o meu esquentador para não estar sempre a ter de misturar agua fria e até enfiei uma garrafa dentro do autoclismo porque 1.5lt por descarga faz toda a diferença. E espero que tudo isto me faça poupar algum dinheiro no final do ano, se por acaso o aumento das tarifas não “comer” esta poupança.
Aderi aos transportes públicos e basicamente só ando de carro a sério ao fim de semana. Assim divido as minhas toneladas de CO2 por mais umas centenas que gente que me empurra no comboio e poupo na gasolina e nas reparações do carro, até porque não sei o que fazem às peças velhas. Não tenho um único móvel que seja de madeira original. É tudo reciclado de aparas de uma treta qualquer e prensado de acordo com o processo qualquer super ecológico, mas o preço é igualmente caro. Praticamente deixei de utilizar papel e tenho dúvidas razoáveis que ainda saiba escrever à mão, por isso tb quase não uso esferográficas e a respectiva tinta que só ajuda a poluir. Tudo, mas tudo isto para reduzir a minha pegada ecológica. Só mantenho aquela coisa desagradável de continuar a fumar mas mais dia, menos dia e com a ajuda das multas acabarei com esse vício.
Agora, com tanta conversa e depois de ver tantas vezes o Al Gore na televisão resolvi interessar-me por “Carbon compensation”. Queria saber o que poderia fazer mais para compensar a marca que vou deixando no planeta e que aparentemente este leva algo entre 500 a 5000 anos a apagar.
Parecia-me justo até porque deve haver maneira de compensar as viagens que gosto de fazer.
Mas, surpresa, surpresa. Não há nenhuma alternativa que não seja pagar o valor do carbono que “lancei” para a atmosfera. É o negócio no seu melhor. É uma lógica, aplicável a particulares, do acordo de Quioto e que irremediavelmente vai acabar por se revelar infrutífera. No que toca a países passou a haver quotas de carbono e quem as ultrapassar ou por alguma razão que eu possa não entender nesta fase, possa querer poluir mais, pode comprar aos países que têm (aparentemente) natureza a mais, a possibilidade de continuar a fazer disparates. E como vai ser quando comprarmos todas as emissões que a amazónia pode compensar? Para mim é estranho que para eu poder continuar a poluir livremente possa adquirir a possibilidade de num qualquer país que eu desconheço, prevenir a existência de desenvolvimento de qualquer espécie de forma a que meia dúzia dos do costume se possam continuar a encher em vez de procurarem um desenvolvimento sustentado.
É quase tão estúpido como pensar que a China e a Índia é que supostamente devem parar já, porque não queremos este planeta mais sujo que nós aqui deste lado já sujámos.
A continuar assim, vai ser difícil encontrar um ponto de equilíbrio. Façam os negócios que entenderem mas obrigar-nos a dar ainda mais dinheiro do que aquele que já despendemos para compensar o nosso CO2, é capaz de ser um abuso. Acho que vou aderir ao raminho de salsa num vaso.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Há um ano...




Há um ano atrás nevou um pouco por todo o país e feitos parvinhos andámos estrada acima e estrada abaixo na expectativa que viesse a nevar uns bons 50cm. Não tivemos essa sorte, mas ainda ontem voltou a nevar para cumprir a "profecia" que aqui tinha deixado em Setembro...
Agora parece que vai nevar todos os anos e apesar de estarmos a falar de uns flocos mínimos, não podemos ignorar que depois de 40 anos sem nevar em Lisboa, é muita coincidência nevar dois anos consecutivos.
É como a historia das ondas de calor. Consecutivamente são cada vez mais fortes e a cada ano que passa a temperatura sobe mais.
Isto assim já não tem muita piada. Afinal sempre soubemos que para ver neve a sério podíamos ir à Noruega, mas aparentemente a Noruega insiste em vir ter connosco no Inverno, assim como o deserto do Sahara insiste em enfrentar-nos no Verão.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Ele já aí anda


Pelo segundo ano consecutivo os furacões resolvem dar uma volta por este lado do Atlântico. Parece que gostaram de aparecer por estas bandas. Esperemos que acabem por não gostar da nossa tradicional hospitalidade, mas se este ano também voltar a nevar... pode ser que as coisas estejam mesmo a mudar mais do que pensávamos...

domingo, janeiro 29, 2006

Caí neve...

Neva em grande parte do país e o Cacém não é excepção. Este dia rigoroso é para mim estranho pois apesar de já ter visto neve várias vezes, nunca tinha visto nevar e muito menos no Cacém.

domingo, outubro 09, 2005

Vince

Agora para outro assunto totalmente diferente... enquanto aqui em Portugal enchemos as televisões com os tais candidatos "famosos" de que já tinha falado durante campanha, os tais que preferem a arruada à verdadeira discussão de projectos e no atlântico agigantam-se sinais de perigo.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Rita

Numa altura em que ainda não são claras as consequências do furacão Katrina e continuam os esforços de recuperação de Nova Orleães, aproxima-se mais um gigante. Desta vez dá pelo nome de Rita e atingiu esta madrugada a categoria 5 (mais um que o Katrina)

sexta-feira, setembro 02, 2005

"Total structural failure"

Com esta frase, o Mayor da cidade histórica de New Orleans anunciava ao mundo o colapso de toda as estruturas de uma cidade cuja àrea metropolitana tem milhões de habitantes e abria os olhos da administração Bush para a maior catástrofe humanitária que os Estados Unidos alguma vez tiveram de enfrentar no seu território.

Pela primeira vez desde a guerra civil, existe um número indeterminado de refugiados em território americano. Estima-se que cerca de 250.000 pessoas possam estar ainda dentro da cidade e que haja milhares de mortos até porque nas vésperas da chegada do furacão Katrina, as autoridades do estado da Louisiana encomendaram 13000 sacos para corpos.

Já estamos algo habituados às tragédias, sejam elas naturais ou provocadas pelo homem. O Tsunami na Àsia foi até agora o mais significativo acontecimento natural dos ùltimos séculos e tal como já disse aqui gerou uma onda de solidariedade internacional sem precedentes.

No entanto o que nos choca nas consequências do Furacão Katrina é o aparente abandono a que estão votados milhares de pessoas, aonde não tem sido possivel chegar (tal como em Banda Aceh) mas em vez de se encontrarem no meio de umas cidades semi destruidas do outro lado do planeta, em ambiente tropical, estas pessoas estão perdidas no meio de uma cidade desenvolvida e moderna no jardim das traseiras de Washington e que ainda assim não conseguiu resistir à destruição.

Apesar da aparente capacidade americana de intervir militar ou humanitáriamente em todo o mundo, não estão a conseguir chegar às populações que à três dias não têm àgua, luz, comida, cuidados médicos ou um tecto que os protega do calor insuportável do golfo do méxico. Nesta altura morrem pessoas que sobreviveram à chegada do furacão mas que não resistiram à ausência de ajuda nos edificios publicos onde se refugiaram. Há corpos na rua, lixo, esgotos e escombros por todo o lado.

Este tipo de tragédia desperta em todos os americanos um dos seus maiores medos, o medo do caos, do vazio legal e da ordem pública. E é nestas alturas que os instintos mais primitivos do homem voltam a surgir.

Corpos profanados porque têm jóias ou carteira, lojas e supermercados pilhados e tiros nos poucos momentos em que o auxilio tenta evacuar os refugiados tornam esta zona numa guerra sem quartel onde estão já milhares de militares que não conhecem bem a sua missão.

A industria petrolifera do golfo está destroçada com plataformas que foram empurradas pelos ventos e pela àgua durante 60km do seu local original, outras que vieram encalhar a terra e outras que estão desaparecidas. Esperam-se agora os impactos na economia mundial e alguns dizem já que os combustiveis só em Portugal podem aumentar 10 cent por litro. Num pedido sem precedentes, Bush pede ao país que poupe combustível.

Esperemos que pelo menos em relação aos seus cidadãos, Bush consiga melhor do que tem feito pelo mundo inteiro.