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segunda-feira, julho 02, 2007

A internet quando nasce, não é para todos


Tudo o que é bom está condenado a acabar. Não há hipótese. Todos os adeptos incondicionais da fotografia, tal como eu próprio me descobri nos últimos anos, e que gostam de partilhar os seus sucessos fotográfico-viajantes com os amigos, estão em risco de perder todo o seu material arduamente colocado na Internet, após horas e horas de uploads.
É verdade. O Yahoo começa a ter dificuldades em lidar com a concorrência do Google e além de ter substituído recentemente o seu CEO, vai começar a fechar serviços úteis, gratuitos e populares.
É o caso do Yahoo Photos. Depois de terem investido fortemente (no ano passado) numa nova plataforma para onde migraram todas as fotos, com capacidades nunca antes vistas neste tipo de recurso, resolvem fechar a loja a 20 de Setembro deste ano, com a desculpa que não podem investir em duas plataformas e assim escolhem apenas uma, por acaso com custo...
Até aqui podíamos dizer que há muitas marias na terra e por isso podíamos mudar para qualquer outro serviço. O problema é que a alternativa apresentada pelo Yahoo para a transferência das imagens de forma automática (ao contrário da manual que se tornaria nalguns casos irreal) tem custos para os utilizadores.
O Flickr apenas permite ver as últimas 200 fotos, caso contrário temos de nos chegar à frente e além disso a plataforma deixa muito a desejar.
As restantes alternativas Kodak Gallery, Photobucket, Shutterfly ou Snapfish, obrigam a ter o que se chama uma participação activa pelo menos uma vez por ano… Ou então apresentam restrições quanto ao volume de fotos colocadas.
No interesse que julgo estas coisas têm para um público cada vez mais vasto, permito-me sugerir o AOL Pictures. Pelo menos enquanto continuar a haver AOL...
A plataforma é quase igual à do Yahoo, é gratuito e ilimitado. Tem a desvantagem que se tem de carregar para lá todas as fotos novamente uma a uma, o que levará naturalmente vários dias. Mas vale a pena porque é gratuito e bom. Boas fotos para todos :)

terça-feira, março 06, 2007

Quem te vê?

Já alguma vez caíste na rua? Não é cair, é mais um daqueles espalhanços brutais. Daqueles em que se escorrega numa casca de banana, vai uma perna para cada lado e se correm riscos graves de esterilidade definitiva. Já? Então és candidato(a) a ser um sucesso no YouTube e uma estrela da Internet.
São os novos tempos. Tudo aquilo que fazemos na rua passou a ser alvo do maior escrutínio. Todos aqueles que pensavam que este tipo de acontecimento apenas podia acontecer às estrelas, estavam enganados. Com as tecnologias que permitiram nos últimos anos a fotografia digital e o vídeo em telefones móveis e a facilidade de os colocar na rede global através do YouTube (e de outros sites do género), passámos a ser igualmente vitimas das câmaras indiscretas que estão um pouco por todo lado, e mesmo que não percebamos, podemos ser involuntários artistas em histórias por vezes tristes.
Claro está, tudo o que é novo tem sempre as suas vantagens. A facilidade e a generalização do acesso a esta tecnologia tem sido útil no combate a várias formas de criminalidade, violência e vandalismo. Tem permitido identificar criminosos como já o faziam as câmaras fixas em lojas e locais públicos, mas também tem permitido a chacota, o fundamentalismo e a violação de privacidade.
Interessante perceber que o Big Brother, afinal não será o Estado que tanto temíamos viesse a intrometer-se nas nossas vidas, o ditador que ninguém vê mas que tudo observa. Afinal seremos todos nós.
Em democracia deve assumir-se cada vez com mais força a necessidade da reserva da vida privada e da intimidade como ultimo reduto da privacidade de todos, já que publicamente a nossa privacidade é constantemente posta em causa.
Empurrar as sociedades democráticas para a protecção dos direitos individuais perante a grande máquina tecnológica, é o grande desafio dos próximos anos, antecipado por cada vez mais oportunidades de intromissão na vida uns dos outros.
Afinal compete ao Estado que temíamos, legislar e fazer aplicar sem restrições, leis que nos protejam.
Uma sociedade cada vez mais tecnológica precisa de protecção perante a possibilidade, não assim tão distante, de um ataque generalizado a sistemas que coloquem em causa inúmeros aspectos da vida de um cidadão comum.
Impõe-se ao Estado que obrigue empresas da Internet, multinacionais ou locais a respeitar de igual forma o cidadão comum e a sua privacidade, tal como já tão zelosamente o faz, ou tenta fazer, em relação à protecção de direitos de autores dos grandes estúdios ou grandes gigantes do multimédia.
O cidadão comum não pode esperar que a flagrante violação da sua privacidade (atenção, fazer sexo em praias publicas é capaz de não ser uma boa ideia), aguarde uma decisão judicial, sem que se produzam efeitos suspensivos imediatos e respeitados pelos operadores tecnológicos.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Um Suburbano em cada casa

E se de repente bater uma saudade… Uma vontade irreprimível de ler o Suburbano, de insultar os seus participantes, chamar-lhes palhaços ou dizer em surdina que esta gente não deve trabalhar.

Ou então, para todos aqueles que não resistem a identificar-se com as nossas opiniões, mas que por razões não totalmente esclarecidas estejam na casa de banho, no comboio, num avião (em breve), numa qualquer situação íntima, em que inexplicavelmente o uso de um computador para ler o Suburbano não seja comum, não necessitam de esperar mais pois chegou a solução.

O Suburbano tem uma versão para telémovel. Agora basta aceder ao Web Browser no seu telefone (normalmente é aquela coisa com um planeta) aceder a opções, seleccionar “Ir para URL” ou algo parecido com isto, e introduzir o seguinte endereço:
http://www.google.pt/gwt/n?u=http://joseraposo.blogspot.com , depois é so memorizar para não se ter de repetir este endereço.

Logo de seguida fazer ok, e eis que surge o Suburbano. Tal e qual como na net com imagens e tudo, embora com uma configuração adaptada a telefones móveis.


Disclaimer: Este endereço apenas funcionará em equipamentos que já suportem actualmente serviços como o Vodafone Live!; I9 ou Optimus Zone e que funcionem em GPRS.