quinta-feira, dezembro 21, 2006

A genética da discriminação

Numa qualquer carreira urbana... e de repente um ceguinho, espécie normalmente alvo de compaixão e estandarte público de bondade, sai-se com "aquela criança sentada aqui ao lado estava cheia de tosse, não sei como é que a mãe a tinha assim. era africana não era? não vi mas cheirou-me".
não há nada como apurar os outros sentidos, todos diferentes, todos iguais. Via irmaolucia

2 comentários:

o anónimo do costume disse...

Para uma antropologia dos sentidos (?!): "Frequentemente, todavia, o odor do outro é não tanto um verdadeiro cheiro como um sentimento de repulsa transposto para o domínio do olfacto. Em qualquer caso, o cheiro providencia um potente meio simbólico para criar e reforçar fronteiras de classe e étnicas" - C. Classen, D. Howes et al, in "Aroma. The Cultural History of Smell"

Anónimo disse...

Ui! Olha q essa é controversa... Para um cego ñ somos todos iguais, nem lhe dava mto jeito q fossemos, cada um tem o seu cheiro q o torna inconfundível.
Hummm... Reflectindo numa outra vertente...